Páginas

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O que pensa?

Uma coisa boa sobre a música é que quando ela bate você não sente dor. Já dizia um homem que encontrava sentido em coisas sem sentido. Bob Marley foi um cara que sabia sugar da vida toda intensidade que ela podia oferecer, mas suas escolhas o levaram a ser sugado pelas consequências de uma intensidade que transporta o homem para um caminho sem volta. Queria encontrar motivos para aqueles que vão nessa e nunca mais querem voltar. O prazer não está com o que você pode viver, mas em como você vive. Aline é careta! Disse e diz não para as drogas. Ela não precisa delas pra ter mil motivos para sorrir.


Um dia eu aprendo novos passos... Mas que me levem e me tragam de volta de onde parti! Não há vida quando se arrancam as raízes. Fui plantada, sou regada e quero muito crescer e alcançar o céu! Como quero...

Aline :)

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Para ficar de boca aberta!!



Por que sempre pensamos que nunca vai acontecer com a gente? Eu costumo dizer que o mosquito da Dengue está por aí e ninguém está livre dele. Mas sinceramente, nunca espera-se que ele vá picar justamente você. Acidentes, assaltos, mordidas de cachorros ou o deslocamento da sua mandíbula. Sabemos que não estamos livres, mas nos livramos de pensar nessas coisas. Hoje meu dia foi assustador e aconteceu comigo justamente algo que nunca imaginei que aconteceria um dia. Preciso relatar esse fato aqui e por favor, riam da situação, pois mesmo sendo séria é cômica. Como disse o meu ilustre Chaplin: No fim, tudo é uma piada. Fui ao dentista. Lugarzinho desagradável de se estar. A sala tem cheiro de medo, dor e nervosismo. Tinha um bom tempo que não visitava essa raça de médicos, mas sabe como é... foi preciso! Tudo estava muito bem até eu ver aquela agulhinha sinistra na mão da dentista. Certo! Não tinha mais jeito. Encarei como uma boa menina... que sou! De repente começa: Zummmmm... Liga-se o mais cruel de todos e começa a operação hiper agonizante. Olha, sei que pareço uma exagerada, mas também só eu sei o que passei ali. Não tenha tanto medo assim. É suportável. Ela mandou que eu abrisse bem a boca senão teria que me furar várias vezes. O quê? Louca! Abri a boca como nunca antes.

- Cospe! - Disse a gentil doutora.

Assim eu fiz. Foi quando eu percebi e senti o que acabara de acontecer. Minha mandíbula tinha travado. Nossa! A sensação foi de sei lá o que. Vejam o diálogo:

- Oôra, inha ôca ão ér echar! - Disse eu com a boca hiper aberta.

- O quê? Não quer fechar? Como assim?

- Ai, ão ô onseguindo! -Eu já estava em pânico. Passavam as piores idéias pela minha cabeça. Que a parte inferior ia soltar, que eu ficaria com a cara torta, enfim, coisas que só o desespero te faz pensar.

- Calma, respira fundo. - Disse ela, ou melhor, dizia toda hora.

Ela começou a massagear perto dos meus ouvidos e viu que a situação era séria. Começou a me explicar o que havia acontecido. Eu, mesmo com a boca naquela situação não poupei perguntas do tipo: Vai doer? Tem jeito? Blá, blá, blá? Como eu disse, quando eu iria imaginar um fato desse acontecendo comigo? Nunca se espera. Então ela chamou dois dentistas e um mais experiente cuidou de tudo. Me pediu que sentasse no chão encostada na parede bem ereta. A partir dali vi estrelas. Nossa. como doía. Chorei lardagada!! Ele teve que forçar por dentro da boca para que a mandíbula voltasse ao lugar. Acho que o que me fez sentir menos foi o fato de eu estar anestesiada. Nem deu para terminar o tratamento. Estou com um curativo no dente... acredita?? O dentista perguntou se eu mastigava só por um lado. Me explicou que essa poderia ser uma das causas que me levou a isso. Teve toda teoria por trás e tem, pois depois que cheguei em casa pesquisei tudo à respeito e vi que eu apresentava vários sintomas do problema, mas como sempre, irrelevantes. Sei que sinto uma dor desagradável, não posso mastigar nem forçar por mais ou menos uma semana e roer unhas nem pensar. Essa mania feinha que eu tenho (tinha a partir de hoje) pode ter ajudado no desgaste do disco articular. Fiquei um pouco traumatizada sabe? Acho que não vou bocejar tranquila por um bom tempo e nem mastigar pelo lado direito da boca. Deixa ele tirar férias, ou se aposentar se quiser (risos). Bem gente, por hoje é só. Só? Pelo amor de Deus... por hoje basta!!

quarta-feira, 16 de abril de 2008

O Caíque é uma figura!!



Hoje Caíque me mandou ter respeito pelo Rodrigo. Claro que é comum ouvir isso de uma criança de 4 anos, talvez. Quando olho para ele sentando no chão do quarto com um radinho de pilha bem pequeno e um fone gigante tentando ouvir alguma coisa, penso no que ele pode estar pensando. Na verdade essa foi uma pergunta que sempre me intrigou. O que as crianças ficam pensando quando olham para o nada ou ouvem MpB e Bossa Nova de décadas atrás num radinho de pilha, que falha toda hora, mas que se mexer no fio acaba funcionando? Queria sinceramente saber. Seria um desenho do Pica- pau mais divertido? Definitivamante, parou de funcionar. Mas sabem o que chama a atenção dele no mini aparelho? A luzinha que fica piscando para visar se está ligado ou não. Só para encerrar... Ele acabou de quebrar o radinho. Por favor, respeitem o Caíque. Ele não sabe o faz.

Aline Moreira.

Regras para escrever bem o Português:

1. Deve evitar ao máx. a utiliz. de abrev., etc.

2. É desnecessário fazer uma opção superlativa quanto ao estilo e empregar de um estilo de escrita demasiadamente rebuscado. Tal prática advém de um excessivo esmero a raiar o exibicionismo narcisístico.

3. Anule aliterações altamente abusivas., o mais possivel!

4. não esqueça as maiúsculas no inicio das frases.

5. Evite lugares-comuns como o diabo foge da cruz.

6. O uso de parêntesis (mesmo quando for relevante) é desnecessário.

7. Estrangeirismos estão out; palavras de origem portuguesa estão in.

8. Evite o emprego de gíria, bué, mesmo que pareça nice, tá fixe?

9. Palavras de baixo calão podem transformar o seu texto numa merda.

10. Nunca generalize: generalizar, é um erro em todas as situações.

11. Evite repetir a mesma palavra, pois essa palavra vai ficar uma palavra repetitiva. A repetição da palavra vai fazer com que a palavra repetida desqualifique o texto onde a palavra se encontra repetida.

12. Não abuse das citações. Como costuma dizer um amigo meu: "Quem cita os outros não tem ideias próprias".

13. Frases incompletas podem causar

14. Não seja redundante, não é preciso dizer a mesma coisa de formas diferentes; isto é, basta mencionar cada argumento uma só vez, ou por outras palavras, não repita a mesma ideia várias vezes.

15. Seja mais ou menos específico.

16. Frases com apenas uma palavra? Jamais!

17. A voz passiva deve ser evitada.

18. Utilize a pontuação correctamente o ponto e a vírgula especialmente será que já ninguém sabe utilizar o ponto de interrogação

19. Quem precisa de perguntas retóricas?

20. Conforme recomenda a A.G.O.P, nunca use siglas desconhecidas.

21. Exagerar é cem milhões de vezes pior do que a moderação.

22. Evite mesóclises. Repita comigo: "mesóclises: evitá-las-ei!"

23. Analogias na escrita são tão úteis quanto chifres numa galinha.

24. Não abuse das exclamações! Nunca! O seu texto fica horrível!

25. Evite frases exageradamente longas, pois estas dificultam a compreensão da ideia nelas contida, e, por conterem mais que uma ideia central, o que nem sempre torna o seu conteúdo acessível, forçam desta forma, o pobre leitor a separá-la nos seus diversos componentes, de forma a torná-las compreensíveis, o que não deveria ser, afinal de contas, parte do processo da leitura, hábito que devemos estimular através do uso de frases mais curtas.

26. Cuidado com a hortografia, para não estrupar a língúaa portuguêza.

27. Seja incisivo e coerente, ou não.

28. Não fique escrevendo no gerúndio. Você vai deixando seu texto pobre -ausando ambiguidade - e esquisito, ficando com a sensação de que as coisas ainda estão acontecendo.

29. Outra barbaridade que você deve evitar é usar muitas expressões que acabem por denunciar a região onde tu moras, carago!

Isso é só pra quem ama escrever e falar bonitinho... Muito Bom, não é?!

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Um sonho na Avenida... é Carnaval!

Há tempos venho querendo dedicar o meu tempo para escrever algo sobre o carnaval. Sei que muitos já escreveram muitas coisas, mas ninguém ainda falou em algum jornal ou revista o que eu penso sobre isso. Por que será? Bem, a verdade é que quando criança uns de meus sonhos infantis era desfilar na avenida. Claro que o meu samba era único (risos). Recordo-me quando o grupo “É o Tcham” saiu disparado na mídia encantando milhares de “loirinhas e moreninhas” com seu conjuntinho de top e um micro short azul e preto, acompanhado de um grande homem denominado JACARÉ. Quem não se lembra disso? Se você tiver minha idade vai se encontrar nessa história também, ou não. Minha mãe nunca permitiu que eu me fantasiasse com essa intenção. E eu lá queria saber que isso não era comportamento Cristão? Meus olhos brilhavam em ver minhas primas comprando seus conjuntinhos para dançar nas noites carnavalescas. Meu coraçãozinho de menina acelerava quando eu as via ensaiando ‘’Segura o Tcham’’. Eu bem que tentava, mas nunca levei jeito para o negócio. Ainda bem. Não sei onde eu estaria hoje caso minha mãe tivesse concordado com um capricho ilusório meu. Talvez Sheila Carvalho tivesse perdido seu posto para uma estrelinha da baixada. Vai saber!?

Todas aquelas fantasias, glamour, alegria, músicas, passos, brilhos e pandeiros sempre me foram motivos de admiração. Você pensa que eu queria fazer parte de alguma das alas para andar a noite toda? Claro que não! Eu queria a parte mais alta de um carro alegórico para sair mandando beijos e dando tchau para um bando de desconhecidos. Ah, era demais segurar naquele bastão e ficar balançando uma das mãos como se fosse uma Miss. Então eu pensei em como seria usar uma fantasia daquelas rainhas de bateria, mas quando eu vi como a parte de baixo tinha que ser vestida, ou melhor, encaixada, eu desisti do meu sonho brasileiro de fazer parte daquela folia alegre. Sinceramente, carnaval nunca foi a minha praia. Preferi buscar meu sol em outros ambientes festivos. E sobre o conjuntinho azul, acredito que as dançarinas agradeçam todos os dias pela evolução acelerada que a moda tem. Muito bom, hein? Apesar de todas essas peripécias em minha mente, eu nunca deixei de gostar desse evento, mesmo com toda apelação que essa festa tem vivido nas últimas décadas, ainda encontro coisas bem bonitas e inteligentes para serem admiradas. Afinal, é fruto de muito trabalho e criatividade de pessoas que se esforçaram e foram capacitadas para que tudo isso acontecesse, porém eu imagino um carnaval diferente.

Comecei a pensar no porque as pessoas passam um ano inteiro ansiosas e esperando por uma noite que passa tão rápido que elas mal sentem. Pensei em qual seria a motivação de seus corações em entrar num imenso corredor iluminado ao som de uma célebre bateria (acho lindo o som que a bateria faz) e vestidas com roupas que pesam mais que seus corpos. Umas nem tanto, eu sei. Umas nada, também sei. Tudo isso por umas horas de emoção e satisfação para o ego. Certo. Talvez seja bom, mas e depois? O que elas conquistam e constroem com isso? Famosos, uma capa de revista, uma matéria jornalística ou uma tarde inteira sendo notícia num programa de fofoca, digo, de comunicação. Isso faz parte da vida e carreira que escolheram para seguir, mas e os outros? Estive pensando nisso e ainda busco respostas. Se tiver, por favor, compartilhe. Todas essas coisas me levam a acreditar numa possível transformação que pode ocorrer nessa celebração anual. O “Arte e Vida” de Jocum têm sonhado bastante com essa possibilidade. Posso contar no dedo o que deveria ser mudado: Fantasias sem intenção sexual, temas clássicos e de aceitação geral para as escolas, um enredo que elevasse o nome do Criador, nada de bebidas e drogas e nada de camarotes. O lance aqui seria integração total. Gostou não é? Só que tem algo que vai muito, muito além disso. Lembra da questão da motivação que eu falei um pouco acima? Isso ainda seria o principal, mesmo com toda a redenção do carnaval. Eu penso que eles não têm um motivo para fazer o que fazem, senão o prazer próprio. É um momento, um êxtase, uma explosão de euforia. Um carnaval redimido eu celebraria a vida porque eu entenderia o significado de viver. Eu celebraria os amigos porque eu entenderia o valor da amizade e que não preciso de um “Martine” para ficar feliz com meus companheiros de festa. Eu iria sambar sem precisar rebolar minhas curvas exageradamente (ou de maneira alguma) e expor a minha natureza. Minhas canções teriam sentido e quando eu saísse daquele lugar, eu continuaria festejando o resto do ano, porque se entendo que nascemos e vivemos com propósitos, logo teria infinitos motivos para fazer de todos os meus dias uma noite na avenida!

Ouvi alguém dizer que quando entrarmos no céu vamos entrar com um samba. Gostei disso e o melhor é que esse desfile já será o da campeã. Interessante, não acha? Sem competições, entenda que isso não é preciso! Eis a minha esperança Deus... Se eu não conseguir realizar meu sonho de menina aqui na terra, vou te encontrar com samba no pé. Nossa... Consegue imaginar?
Tum-tum-tum...

O meu Rio é carioca!!

Nos últimos dois anos tenho pensando carinhosamente na cidade do Rio de Janeiro. Apesar de ser carioca e de sempre ter admirado essa maravilha de lugar, o rio nunca antes despertou minha atenção para o que ele tem de mais bonito: Os corações que batem aqui. Quando eu olho para a situação dramática que muitas pessoas têm enfrentado em seus cotidianos, vejo duas máscaras como aquelas teatrais, uma alegre e outra triste. Para mim não importa o que seja preciso, eu quero ver o Rio sorrir. É muito bom ouvir Deus te chamar para fazer parte dessa transformação. Só de pensar na incrível pluralidade de possibilidades que esse lugar oferece, eu penso que poderia passar o resto da minha vida co-criando e buscando com Deus melhorar, senão mudar, a vida de cada cidadão que faz parte dessa realidade. Todos os dias tenho buscado entender qual é a minha porção em tudo isso. Se penso em meus talentos e no que Deus me chamou para ser, eu dou voltas em minha mente para tentar encaixar minhas peças nesse quebra-cabeça chamado justiça e transformação. Engraçado é que quando me perguntam sobre o que vou fazer agora que terminei minha Eted, eu respondo onde e com o que (quem sabe?), mas que ainda estou descobrindo como. Talvez leve tempo, ou não, mas eu quero muito ser parte de tudo isso com o melhor que eu sei fazer. Sinceramente, eu acredito que se Deus me convidou para esse trabalho, é porque tem um lugar a ser preenchido por mim lá. Sorrio só de pensar...

Minha paixão pelo único lugar carioca do mundo (risos) vem ganhando mais intensidade a cada vez que deparo com vidas e histórias construídas ou destruídas aqui. Por mais que eu pense em outras nações e no quanto eu poderia fazer em “lugares não alcançados”, eu procuro fazer, nesse momento de minha vida, do Rio a África dos sonhos de muitos. Não que ela nunca tivesse sido sonho meu, mas eu não posso em minha caminhada passar por vidas e dizer: Vou tratar de uns problemas ali, em outro continente e depois eu volto para cuidar de vocês. Jesus jamais faria isso. A cada passo que Ele dava, para chegar a algum destino, Ele se importava com tudo e todos que encontrava em seu caminho. Logo, não quero ser negligente com as vidas pelas quais fui responsabilizada. Não mesmo. Eu amo a idéia de entrar numa comunidade, seja ela Borel, Parada de Lucas, Complexo, a que for e viver com aquelas pessoas. Fazer parte de suas vidas e mostrar que é possível mudar, ter dignidade, respeito, integridade... Mostrar que são mais importantes do que possam imaginar. Eu sempre peço à Deus que isso não seja “sede” de iniciante, mas sim algo para me motivar a lutar por tudo enquanto eu tiver parte com os sonhos e realizações que Ele quer que aconteçam aqui. Enquanto houver vida, eu acredito que é possível.

Na minha convivência com pessoas e situações comuns, tenho visto que um dos maiores problemas que influenciam para contrastes e desastres ocorridos no Rio de Janeiro e no mundo, está na má (ou falta de) educação. Isso é um fato, e contra fatos não há argumentos. Pessoas “educadas” não roubam, não matam, não se prostituem e não respondem aos mais velhos. Não enganam, não jogam lixo no chão, não são violentas e não saem por aí arrastando crianças pelo asfalto como se fossem latinhas de refrigerante num carro para recém-casados. Pessoas “educadas” entendem que a vida vale mais que tudo. Eu quero ver o Rio diferente. Deus quer ver o Rio escrevendo uma nova história. Acho que essa é minha sina. Quem sabe?

É meio que por aí... Vim ao mundo, digo, vim ao Rio pela Justiça e Transformação dessa cidade. Eu sei que restam muitas barreiras ainda a serem rompidas, mas também sei o quanto eu quero que isso aconteça. Sempre falo que querer já é um grande passo. Pode ser que um dia (bem distante) Deus me revele outros ares, outras caras e línguas. Pode ser que um dia eu tenha a honra de ver a cidade do sol redimida... Nossa, me dá um frio na barriga só de pensar! Existe um sonho chamado Rio de Janeiro e ele precisa ser realizado. Amo muito tudo isso!

Aline Moreira.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Impacto de Carnaval - JOCUM

Dessa vez foi em Macaé.

No dia 1º de fevereiro de 2008 chegava em Macaé uma galerona de Jocum Rio. O impacto de carnaval que é realizado todo ano aconteceu lá, litoral do único lugar carioca do mundo. Foi o primeiro que participei e vi Deus fazendo coisas maravilhosas durante esses quatro dias. Além de Jocum Rio, faziam-se presentes uma turma de Eted de BH, composta por gentes, tipos e fatos. Tinham Holandeses, Ingleses e uma brasilidade de dar gosto. Também uma equipe jovens Venezuelanos etiveram com a gente. Ô povo divertido! Engraçado foi a variedade de línguas, não estranhas, ao menos para os que entendiam alguma coisa. Faz parte dessa vida, não é? A proposta foi falar sobre violência, já que Macaé é o quinto município onde existe o maior índice de assassinatos entre jovens de 16 a 24 anos e muitos outros motivos dentro deste mesmo assunto, entre eles violência contra a mulher, exclusão social, infantil, etc. Em nossas camisetas estava escrita a palavra: BASTA. Tínhamos faixas com informações e frases que reflexivas, como a que mais chamou atenção das pessoas:

"Macaé é o 5º município onde existe o maior índice de assassinatos entre jovens de 16 à 24 anos.
O QUE ESTAMOS FESTEJANDO?"
Não precisa falar mais. Entendendo que Deus criou o homem com a capacidade de pensar, eu imagino que os que leram ficaram com seus parafusos rodando acelerados dentro de suas mentes! Que bom por isso! Também com música, dança, atividades esportivas, recreação com os "pimpolhos" e muita conversa com as pessoas, tenho plena convicção de que Deus se manisfestou naquele lugar. Jocum não esteve só neste evento. Junto, se fizeram presentes algumas igrejas que entenderam a necessidade da cidade e decidiram ouvir o que Deus queria delas e não simplesmente se maquiaram atrás de um retiro, dito espiritual. Isso sim é o Reino de Deus! Quando eu vi no culto de abertura os pastores reunidos à frente, eu imaginei o dia que isso acontecer em todo o mundo. Nós não fazemos idéia do que a unidade das igrejas representa para Deus. Eu me lembro de quando Jesus estava na ceia com os discípulos os instruindo e disse que coisas muito maiores do que Ele fez, seu povo faria. Disse que não nos tirasse do mundo, mas que nos livrasse do mal. Quando eu olho para um retiro de carnaval, vejo os cristãos absolutamente cegos e imaturos quanto ao que Deus nos chamou a fazer, mas como eu ia dizendo... Nada melhor do que fazer a vontade Daquele que nos fez!
Durante esses quatro dias nos reunimos na praia. Fomos divididos em equipes e cada uma trabalhava com um tipo de pessoa, diante das atividades realizadas citadas acima. Era muito bom poder conversar com alguém e ouvir o que pensava sobre assunto. Saber como anda a opinião dos outros sobre o que acontece no mundo é importantíssimo para aqueles que querem ver corações redimidos, já que isso envolve seres humanos e não robôs. Encontramos os indiferentes, os "não sei" da vida, os esperançosos, os questionadores, os pessimistas, os contraditórios... os crentes! Realmente foi curioso ouvir algumas coisas. No penúltimo dia chovia muito e isso dificultava o nosso trabalho, mas não nos impedia. À noite fomos ao lugar onde acontecia um desfile de escolas de samba. Acreditem, lá não estva chovendo. Eu confesso que pensei: O que vamos fazer? Estender as faixas? As pessoas não vão parar para nos ouvir, afinal hoje é o dia que elas tanto esperaram durante quase um ano inteiro. Mesmo assim fizemos noss parte. Estendemos as faixas e não diferente elas liam e saíam com suas caras esquisitas. Só Deus para saber o que pensavam naquele momento. Tcham,tcham,tcham,tcham... Algo LOUCO demais aconteceu! Permitiram que a gente entrasse com toda a galera e as faixas na avenida, logo após a apresntação de uma das escolas. Só quem estava lá pra descrever como foi a sensação de ver ver que Deus fazia parte daquele momento. A galera entrou na avenida. Nossa escola gabaritou... Unidos de Jesus Cristo: 10!!! Aí, sambamos pro Rei! Ele mereceu cada passo feito, fosse ele desajeitado ou no "esquema". Fizemos com o coração. Quando eu conversava com uns meninos de Jocum, eles disseram algo que eu achei muito interessante e verdadeiro. As pessoas esperam que nós apresentemos estratégias, e não imaginam que estratégia é você fazer o que foi criado para fazer. Não existe um programa! Alcançar vidas, depende inteiramente daquilo para o qual Deus te fez. Para o que você nasceu? E ouvir isso foi divino, pois acho que se todos fizessemos extamente o que fomos criados para fazer, seria bem mais fácil trazer o entendimento do Reino de Deus.
Depois dessa eu acredito que Macaé nunca mais será a mesma cidade! Plantamos sementes, cada um a sua porção e assim, lá na frente, vamos ver um imenso jardim, repleto de flores e iluminado pelo intenso clarão do sol. Rendo graças por esses dias e por ter podido fazer parte de mais uma ação do que move céu e terra. Do que está com a gente nas alturas e nas profundidades... Em cima de uma árvore ou talvez na beira de uma praia quando falamos pra alguém de um homem que morreu um dia para nos salvar. À Ele todo louvor!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Don’t worry, be happy!



- Eu amo saber que nem sempre tudo vai acontecer do jeito que eu desejo. Se fosse há um tempo, isso nem passaria pela minha cabeça, afinal tudo tinha que ser impecável quando feito por minhas mãos, quando falado por minha voz ou quando pensado e criado por minha mente e capacidade. Ufa! Foi libertador saber que horas vou acertar, mas muitas errar também. Tropeçar e cair faz parte da nossa caminhada e é virtuoso ter forças para levantar e seguir em frente. Graças, graças! Eu não sou perfeita. Nunca vibrei tanto quando descobri que posso viver sem essa mentalidade tão inalcansável. Acreditem, é realmente inalcansável!
A paz que eu sinto por poder ser quem eu sou de verdade, não tem preço. E saber que eu posso e consigo transmitir isso para os outros... Melhor ainda. A partir disso todas as coisas que me cercavam, mudaram. A música ficou diferente. Eu ouço as canções e aprendo com elas. Delas tiro poesia e celebro o poeta que a fez. A arte virou motivo de inspiração, pessoas viraram árvores, palavras tomaram sentido, pinturas não são mais rabiscos somente. Tudo tem um motivo de ser.

Não tenho mais razões para questionar nada e ninguém. Nunca tive, mas pensava ter. Entendo que as coisas tem raízes e brotaram de alguma situação dessa vida, seja boa ou não. RESPEITO. Entender o que isso significa só me fez crescer e sempre tem me dado mais um motivo para sorrir, pois toda vez que ativo isso em mim, eu vivo a cada dia um pouco da Verdade que afirmo acreditar. Realmente acredito. Acho que nunca vou me cansar de viver pelo propósito que escolhi viver. Amar é a melhor profissão que alguém pode exercer e a vida é a única faculdade que forma inteiramente pessoas capazes de praticar tal tarefa. Que não é um peso para ninguém, ao contrário, alivia.
Vinícius, o de Morais, disse numa canção a seguinte frase:

"A felicidade é como a pluma que o vento vai levando pelo ar... Voa tão leve, mas tem a vida breve. Precisa que haja vento sem parar."

Então pensei que para que ela exista sinceramente, o homem precisa ter uma relação muito leal com seu coração, a ponto de saber cada detalhe daquilo que habita dentro dele. Ser feliz não significa o quanto você realizou na vida, mas o motivo da realização. Sabe? Isso nem requer tanto esforço assim. Sem complicações, por favor. Se você deseja mesmo isso, opte por isso! É uma questão de escolha e quando fazemos escolhas, precisamos ser convictos e convicção sempre nos transporta para a certeza de quem somos. Aprendi que não preciso de um Nike para me "auto-afirmar", nem sair "pegando" todos para me sentir "a boa". Posso ser muito boa, mas não nesse sentido(RISOS). Eu não preciso disso. Ninguém precisa disso! Dái eu volto lá no início, quando falava de perfeccionismo. Porque tem gente que acha que felicidade é sinônimo de perfeição? Quem foi que disse que para eu me sentir realizada eu tenho sempre que acertar? Porque eu não posso tirar lucros e gargalhadas dos momentos onde tropeço? Estou aprendendo com isso... É preciso. Espero que todos aprendam também. Isso significa ser livre e se o homem vive girando em busca de respostas para questões sobre liberdade... Não precisa ir tão longe. Liberte-se a mando do seu coração e seja simplesmente o que você nasceu para ser: FELIZ!

Don’t worry, be happy!!!

Negra Livre



"Está com todo som, na boca, nas palavras.
Está em outro tom, nas sílabas caladas.
A minha linda voz.
Está como eu estou nas roupas, nas sandálias.
Está aonde eu vou na rua, nas calçadas.
A minha linda voz.
Sou negra livre
Negra livre
Cheguei aqui a pé.
Para destoar
Para dissolver
Para despertar
Pra dizer
Está na cara, a cor, na sombra das imagens.
Em tudo o que supor, nos contos, nas miragens
A minha linda voz
Está em toda dor, na gota de uma lágrima.
Da em qualquer sabor na beira da estrada
A minha linda voz.
Sou negra livre
Negra livre
Cheguei aqui a pé.
Para desnudar
Para derreter
Para descolar
Pra viver
Para deslizar
Para devolver
Para desbocar
Pra doer
Para desamar
Para adormecer
Para desfilar
Pra vencer!"


-Negra Li-

Transformai-vos; Outra vez vos digo: Transformai-vos.

Gostaria que parasse de chover, só isso. Não faço poesias em tempo de chuva. Dias nublados acabam por deixar meu coração acinzentado também. Me restam as críticas e os comentários. Mas é muito difícil para minha mente ter que depender do tempo para escrever, ainda mais quando meus dedos estão saltitantes diante do teclado. Sinto muito humor, dessa vez o meu prazer falou mais alto. Então já que me dispus a falar sobre alguma coisa, fora as poesias (elas realmente não fluem em dias chuvosos), eu decidi falar sobre transformação. Eu acho interessante relatar minhas experiências, por mais que tenham durado pouco tempo, mas o que me leva a pensar nelas é a intensidade com que acontecem.
Transformação tem uma grande diversidade de contextos onde pode ser utilizada. Nosso amigo e fiel Aurélio nos diz que significa: ato ou efeito de transformar; alteração na forma; modificação; metamorfose; alteração e evolução. Se você parar agora, nesse instante, pode começar a pensar em coisas e pessoas que já passaram por esse processo. A própria vida, por exemplo, é uma constante transformação. Todos os dias você vai sendo modificado, formas alteradas (ou não)... Você evolui. Tudo se transforma em sua vida. A sua mente, o seu corpo, seus gostos, coisas crescem, outras caem e um dia tudo isso acaba. Me lembro de um tio falando comigo que nós começamos a morrer a partir do momento em que começamos a viver. Acreditem, por mais que pareça sem sentido, eu achei uma das coisas mais interessantes que ele já me disse. Logo imagino que transformação talvez tenha ficado mais claro, literalmente falando. Porém o que me levou sinceramente a escrever sobre isso, foi uma conversa de menos de meia hora que tive com um jovem de 19 anos, chamado Leonardo, que congrega em minha igreja. Antes de ser um jovem, Léo é um amigo que já conheço há um bom tempo junto de sua família. Nós participamos de um encontro para jovens que aconteceu há três anos, onde Deus começara a firmar e afirmar pilares fundamentais para a construção de uma vida que aos poucos estava se descobrindo. Ele passou maus momentos em sua vida envolvido com drogas e tráfico, onde o ir e vir para o que era certo e o que era errado, já estava se tornando algo normal para ele. Claro que, sempre confiantes, acreditávamos que um dia ele iria conseguir se libertar de tudo aquilo. Não diferente da nossa fé, que por muitas vezes mísera, Léo hoje é um cara "maneiro", que diz entender que não precisa das drogas para viver.
Em nosso papo, ele me contava como foram os dois meses que havia passado numa casa de recuperação para pessoas com seu antigo "probleminha" (Que os anjos digam amém!!). Ouvindo toda sua história, seu comportamento naquele lugar e seus confrontos, eu perguntei à ele como Deus havia se revelado a ponto dele compreender que poderia ser diferente dali por diante. Daí numa pequena frase, que talvez ele nem tenha percebido a profundidade dela, resumiu todo processo de transformação da sua vida. Léo disse:

"-... Quando eu vi o cigarro aceso no chão, veio uma voz que dizia: 'Antes ele te apagava, agora você o apaga.' Eu fui lá e pisei nele. Naquela hora eu vi que era Deus. Tomei minha decisão..."
Me mostrem todos os dicionários do mundo, mas nada me define transformação como dar de cara com uma situação onde ela gerou vida! Costumo chamar essas coisas de Reino de Deus. Isso é saber quem nós somos Nele e quem Ele é em nós. Léo não está mais envolvido com drogas e ele diz saber que não precisa delas para viver. Acho que ele teve um encontro com a verdade... Aquela VERDADE.

domingo, 20 de janeiro de 2008

LOUCOS E SANTOS



-Para todos meu amigos... Aqueles que amo... E os que não amo também!-
-Je'Taime-

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.
Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.
A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos.
Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.
Deles não quero resposta, quero meu avesso.
Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim.
Para isso, só sendo louco.
Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças.
Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.
Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria.
Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto.
Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade.
Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos.
Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,
mas lutam para que a fantasia não desapareça.
Não quero amigos adultos nem chatos.
Quero-os metade infância e outra metade velhice!
Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto;
e velhos, para que nunca tenham pressa.
Tenho amigos para saber quem eu sou.
Pois os vendo loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos,
nunca me esquecerei de que "normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril. (Oscar Wilde)

Desejo menos ‘normalidade’ e mais felicidade a todos...
Menos padrão, e mais emoção...
Menos hipocrisia, e mais honestidade.
Menos exclusão, e mais justiça.
Menos preconceito, e mais aceitação.
Menos egoísmo, e mais solidariedade.
Sintam-se mais,
Vivam-se muito
Aceitem-se todo
Conheçam-se em tudo...
Experimentem-se...
E complementem-se a mando do seu coração.
Amém!




sábado, 19 de janeiro de 2008

Sorria... por favor!

"Sente o céu...
Repara o mar. Há muito mais pra eu te mostrar...
Não chore não... Não fique triste assim.
Eu te amo tanto que seu pranto fez-se canto pra mim.
Sorria por favor, tenha esperança..."
-Marisa-

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Amor de Palavras



O vocalista do J'Quest disse certa vez que tinha suas inspirações para escrever suas canções, mas que nunca as revelaria a ninguém. Somente Deus saberia. Assim sou eu... Às vezes... é preciso!

"Quero te contar o que sinto
Quero que ouça o que sinto
Quero que veja o que sinto
em palavras.
Quero que sinta o que sinto
E quando amanhecer
Quero que volte a dormir
Para que sonhe com anjos.
Quero que seja meu anjo.
Quero que fale de amor,
do meu amor.
Quero que viva o que eu vivo.
Quero que viva comigo.
Quero viver pra nós dois.
Quero te amar por inteiro,
Quero ser seu agora
E também seu depois.
Quero ser sua verdade
para que você acredite em mim.
Quero ser o seu chão
quando você cair.
Quero ser a lua
quando você olhar para o céu.
Quero ser o seu céu.
Quero dormir acordada para não te perder.
Quero ser o sono do seu descanso.
Quero te amar em palavras.
Quero ser o seu conto de fada.
Sua história sem fim.
Quero ser seu vale encantado, ter você dentro de mim.
Te amar nesse vale.
Te amar encantado.
Quero te dar meu amor.
Meu amor de palavras.
Quero que saiba
que meu amor vem do peito.
Quero te amar de um jeito
Que só minhas palavras podem mostrar.
Só elas podem contar.
De tudo nessa vida -querida-
O que eu mais quero...
O que eu mais amo...
Only you."

Aline - Maio de 2006.

De repente é amor...


- Eu amo cada palavra dessa poesia. Ela me inspira a ver o amor como algo que, quando descoberto, é uma delícia de se viver. Algo que transmite infinitas sensações... Opostos que se atraem e momentos inesquecíveis... É linda! Foi escrita em abril de 2006.


"Nunca se sabe...
De repente é amor.
Amor que sinto, que se foge e que me consome.
Amor que me faz distraído, que me faz percebido.
Que eu espero, que encontro e que vejo por acaso.

Nunca se sabe...
De repente é amor.
Amor que me esquenta, me impressiona e me floresce.
Amor que me dá prazer, me traz dor e acontece.
De visão, que se ouve e se toca.
Que é bom, no escuro ou não.
Amor feito sol, lua ou cometa, fusão.

Nunca se sabe...
De repente é amor.
Amor que me envolve e me deixa tonto tipo conto.
Amor que tem cheiro e me faz suspirar.
Me leva no fundo e profundo, me faz viajar.
Amor de outro mundo que não se conhece.
Amor extra, de outro planeta, terrestre.

Nunca se sabe...
De repente é amor.
Que me pegou sem jeito, me fez outro sujeito.
Me encantou num olhar, meio estranho e sem pensar.
Um amor suado, pintado e tentado.
Um amor que me tira o vazio, o fôlego, calafrio.
Um amor cheio de vida, desejo e ego.
Amor que sinto.
Nunca se sabe...
De repente é amor.'

Desabafo de um ser abandonado


-Essa poesia foi escrita em janeiro de 2006. Ela é bem triste, eu acho. Tive meus motivos para escrever assim... Sabe como é? Coisas do coração... Mas é bonita!

"Faz tempo que meu coração não dilata,
E mesmo que chova, ou sol, ou lua...
E mesmo que lembranças, sonhos e medos...
Meu coração que triste, ainda está.
Diante dos martírios e então súplice, implora por uma eternidade que,
Sujeita à mágoas, ainda não existe.
Em seus encantos reprimidos, se desmancha frígido.
Num descaso sofrido encontra-se alagado em desilusões,
E frustrado com o amor.

Faz tempo que meu coração não dilata.
Não respira, dorme ou se mantém.
Não se adorna, se perfuma, se faz donzela.
Crucifica-se pela culpa que sente.
Quer morrer enfraquecdo numa alucinante disputa.
Não tem amparo e te querem estátua.
Mais lapídeo, sem medidas.
Seus insultos indestrutíveis não o deixam ostentar-se.
E quando calado se percebe, diz-se então:
Sacrifícios queres ter.

Faz tempo que meu coração não dilata.
Não se envolve, se entrega, se liberta.
Não se assume, se enaltece ou esclarece.
Faz-se prisioneiro com as chaves nas próprias mãos.
Cético e quer libertação.
Confunde a sua coragem com a incredulidade que te consome.
Se quer imortal, se quer eterno.
Mas altivo, rejeita auxílio.
Tem o amor mais sagrado e vive em domínio da solidão.

Faz tempo que meu coração não dilata.
Não se defende, se reconstrói, se conscientiza
De que para ser ser feliz é preciso clareza, é preciso perdão.
Sobretudo canções, lindas canções...
Que em troca de um singelo sentimento
O traga inspiração para prosseguir
Nesta estrada de ilusões
Que a vida criou para o meu coração.''