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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O sonho ainda não acabou

Hoje foi um dia importante para mim. Para todos nós. Para o mundo todo. Nasce na história o 44º presidente dos Estados Unidos da América. Em alguns momentos sentia vontade de estar lá vibrando com aquela gente por uma nova esperança que estava nascendo no coração de cada um ali presente. O Srº Presidente me fez lembrar de pessoas que um dia sonharam com um mundo melhor. Pessoas melhores sorrindo um para o outro apenas porque existiam e entendiam, de fato, que isso não tinha preço ou mesmo porque eram iguais. O querido "irmão" Martin Luther King Junior, já a 40 anos distante de nós, foi um amável e decidido pastor e idealista. Um homem cujo o coração não tinha cor e que o tom da sua pele representava o grito de milhares de pessoas sem voz. Um homem que sabia que Deus não se limitava a nenhuma nação, raça, tribo, credo ou cor. Sabia sim, que Deus olhava para todos sem exceção. Em seu célebre e famoso discurso, Pr. Martin Luther King, expreme seu coração fazendo brotar dele palavras que a partir daquele momento, mudaria para sempre a vida de todas as nações. Desfrutem!





Discurso de Martin Luther King Júnior

Voltando ao Srº Presidente, diria que ele foi muito feliz em suas palavras. Barack Obama, desde que o "conheci", me transmitiu uma sensação de justiça e transformação, ações essas que durante décadas alguns "bons samaritanos" tem buscado concretizar. Sinto que ou ele será realmente um homem que vai fazer história, ou então uma grande frustração. Hoje, enquanto falava a mais de 2 milhões de pessoas presentes e mais outros bilhões que o assistiam de alguma outra forma, ele ergueu a bandeira da justiça e democracia, levantando a voz mais uma vez em prol de justos e injustos, negros e brancos, ricos e pobres, crentes ou não. Na luta pela igualdade e numa definição política do que é "amar o próximo", o presidente Obama nos encheu de grandes expectativas e resgatou a esperança de muitos que um dia tiveram um sonho...


Leiam seu discurso:


"Obrigado (Obama, Obama)
Meus compatriotas, Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela cooperação mostradas durante esta transição. Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial. Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente não apenas graças ao talento e à são daqueles no poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores. Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos...


É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.



Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.



Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. (aplausos) Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia. Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de acabar com as coisas de menino. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.



Por nós eles trabalharam em condições ruins e se estabeleceram no oeste; suportaram o estalar do chicote e araram a terra dura. Por nós eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sahn.

A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América.

Mais de uma vez esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos estivessem em carne viva para que nós vivêssemos uma vida melhor. Eles viram uma América maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascença ou riqueza ou partido. Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e mais poderosa na face da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos que no início desta crise. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não são menos necessários que na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece intacta. O tempo de deixar as coisas como estão, ou de proteger pequenos interesses e adiar decisões desagradáveis, esse tempo certamente passou. A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América. Para onde quer que olhemos, há trabalho a fazer. O estado da economia exige ação, ousada e rápida, e nós vamos agir – não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer novas fundações para o crescimento. Construiremos as estradas e pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Recolocaremos a ciência em seu devido lugar, e usaremos as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade de nosso atendimento de saúde e reduzir seu custo. Usaremos o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros e fazer funcionar nossas fábricas. E transformaremos nossas escolas e universidades para atender as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isso. E faremos tudo isso.

Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

Tampouco a pergunta diante de nós é se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem igual, mas esta crise nos fez lembrar que, sem um olhar atento, o mercado pode sair do controle – e que uma nação não pode prosperar por muito tempo se favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; e da nossa capacidade de levar as oportunidades a todos os corações desejosos - não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para nosso bem comum.

Saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.

Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal conseguimos imaginar, elaboraram uma carta para assegurar o império da lei e os direitos do homem, uma carta difundida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da praticidade. Assim, a todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, das maiores capitais ao vilarejo onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais. (aplausos) Lembrem-se que as gerações anteriores encararam o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças resolutas e convicções duradouras. Elas entenderam que nosso poder, por si só, não pode nos proteger, nem nos autoriza a fazer tudo como queremos. Em vez disso, elas sabiam que nosso poder cresce quando usado com prudência; que nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força do nosso exemplo, as sóbrias qualidades da humildade e do comedimento. Somos os mantenedores desse legado. Guiados por esse exemplo uma vez mais, podemos superar estas novas ameaças, que exigem um esforço ainda maior, uma cooperação e uma compreensão ainda maiores entre as nações. Começaremos de forma responsável a deixar o Iraque para seu povo, e forjaremos uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e fazer recuar o espectro de um planeta em aquecimento. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem fraquejaremos em nossa defesa, e para aqueles que buscam atingir seus objetivos induzindo ao terror e massacrando inocentes, dizemos a vocês que nosso espírito é mais forte não pode ser quebrado; vocês não sobreviverão a nós, e nós os derrotaremos. (aplausos) Pois sabemos que a colcha de retalhos de nossa herança é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos formados de todas as línguas e culturas, trazidas de todo canto desta Terra; e porque provamos o fel amargo da Guerra Civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que os velhos ódios um dia passarão; que as linhas tribais logo dissolver-se-ão; que à medida que o mundo se torne menor, nossa humanidade em comum revelar-se-á; e que a América deve exercer seu papel no surgimento desta nova era de paz. Ao mundo muçulmano: buscamos uma nova trilha adiante, baseada em interesses mútuos e respeito mútuo. Àqueles líderes mundo afora que buscam semear o conflito, ou pôr no Ocidente a culpa pelos males de suas sociedades: saibam que o povo os julgará por aquilo que vocês podem construir não pelo que vocês destruírem. Àqueles que se agarram ao poder por meio de corrupção e trapaças, e que silenciam opositores: saibam que vocês estão do lado errado da história; mas que estendermos a mão se vocês estiverem dispostos a descerrar seus pulsos.

Aos povos das nações pobres: comprometemo-nos a trabalhar ao lado de vocês para que suas fazendas floresçam e águas limpas possam fluir; para alimentar corpos esfomeados e mentes famintas. E àquelas nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais aceitar a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nos efeitos disso. Pois o mundo mudou, e precisamos mudar junto com ele.

No momento em que divisamos a estrada que surge diante de nós, lembramo-nos com gratidão daqueles bravos americanos que neste exato momento patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington murmurarão até o fim dos tempos. Nós os homenageamos não apenas porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles encarnam o espírito do serviço; uma disposição para encontrar sentido em algo maior que eles mesmos. Neste momento, um momento que definirá uma geração, é exatamente este espírito que devemos ter dentro de todos nós. Pois, por mais que os governos possam e devam fazer, no fim das contas é na fé e na determinação do povo americano que esta nação confia. É a gentileza de socorrer um estranho quando um dique é destruído, a generosidade dos trabalhadores que aceitam reduzir sua jornada de trabalho para que um amigo não perca seu emprego, que nos fazem superar os piores momentos. É a coragem do bombeiro que atravessa uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai para criar um filho, que decidem afinal a nossa sorte. Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que nosso êxito depende – honestidade e trabalho duro; coragem e ética; lealdade e patriotismo; essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é um retorno a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, por parte de todo americano, de que temos deveres para conosco, para com nossa nação e o mundo, deveres que não devemos aceitar de mau grado, mas sim agarrar com alegria, firmes na percepção de que não há nada mais satisfatório para o espírito, mais definidor de nosso caráter, que darmos o máximo de nós mesmos em uma tarefa difícil.

Com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às gerações futuras.

Este é o preço e a promessa da cidadania. Esta é a fonte de nossa confiança – a noção de que Deus nos pede que definamos um destino incerto. Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - razão pela qual homens, mulheres e crianças de todas as raças e religiões podem reunir-se em celebração nesta magnífica avenida, e a razão pela qual um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, não poderia fazer um pedido num restaurante local, pode agora comparecer diante de vocês para prestar um sacratíssimo juramento. Marquemos, pois, este dia, com a lembrança, daquilo que somos e do quão longe chegamos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio do ano, um pequeno grupo de patriotas juntou-se diante de fogueiras que se apagavam às margens de um rio congelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução parecia mais incerto, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo: "Façam saber ao mundo futuro... que nas profundezas do inverno, quando nada a não ser a esperança e a virtude poderiam sobreviver.. que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum, ergueram-se para vencê-lo". América. Diante de nossos perigos comuns, neste inverno de dificulades, lembremos estas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e suportar quaisquer tempestades que surgirem. Que os filhos de nossos filhos possam dizer que, quando fomos testados, nos recusamos a permitir o fim desta jornada, que não viramos as costas nem fraquejamos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às gerações futuras. Muito obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América."

Fonte: Revista Época

Sem mais, vou indo nessa amigos. Para que mais? Eu estendo a minha mão, afinal de alguma forma faço parte dessa era revolucionária que é o nosso século e tenho minha porção para dar... Onde quer que seja!

Ps.: Também tenho o mesmo sonho!

Paz e Bem.

Aline:)


sábado, 17 de janeiro de 2009

O tempo nosso de cada dia

Ela sente falta daqui. Falta tempo! Aline está vivendo uma nova "era". Uma novidade de vida. Como nunca antes, ela tem caminhado dando passos a cada tic-tac que marca um relógio. Parece que quando se faz algo "importante", a terra gira mais depressa, o sol desaparece e tão logo a lua chega e vai-se embora. Por esses e muitos outros motivos, Aline tem buscado encontrar novos ideais, novos projetos e novos hábitos. E por mais extremo que pareça, tem feito bem a essa garota. Foi preciso certas coisas acontecerem!

Pensar assim tem me feito refletir sobre o "Tempo"...
Dele já tirei poesias, textos, canções... Já dediquei, pedi, perdi... Já corri, busquei, encontrei. Percebi que somos feito um pouco dele também. Dele somos movidos. É ele quem nos sucede e antecede. Nele tudo começa e tudo tem um fim. Com ele construímos, sentimos e inventamos. É no tempo que encontramos a razão. É com o tempo que lapidamos nossa alma. E o tempo sempre nos faz esperar, afinal todos nós esperamos por algo, nem que seja pelo novo tempo que de segundo a segundo se aproxima de nós. A ele culpamos, por ele clamamos... com ele aprendemos. É no tempo que a vida se renova.

Então trazendo essa idéia para o século XXI, eu vi o quanto nos sujeitamos a ele sem sentir. E não é uma sujeição que gera em nós um sentimento de humilhação ou desprezo, mas sim de devoção. O tempo é o senhor do nosso destino e todas as coisas que acontecem dependem dele para existir. Pense comigo: Nós dividimos o tempo em séculos, décadas, anos, meses, dias, horas, minutos e segundos. Um ano tem 12 meses, que totalizam em 365 dias, 8760 horas e não esperem os minutos... Não tenho tempo para isso. Daí, uma sociedade como a nossa, brasileira, diversificada, tropical e acelerada cria uma infinidade de atividades que vão "mascarar" a corrida do tempo. Assim, não sentimos tanto com a sua partida que não pàra.
Começamos com um feriado mundial pela paz - Um dia suspenso de suas atividades comuns e trabalhistas onde a maioria dos seres comem e dormem. Não se fala em paz. Daí é verão. Tira-se férias - Período de descanso a quem tem direito empregados e estudantes. Então gasta-se com viagens, comidas, biquínis, sungas e cangas. Nessa época o tempo parece estar lento. Anuncia-se o Carnaval: Período de festa, folia, popularidade, muita cerveja, abadás, sexo livre e Aids. O "Volta às aulas" está no ar. Gasta-se com matrículas, material escolar, tênis novo e paciência. Mulher... eis o seu dia! Jóias, flores e perfumes."Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?". Um ovo, dois ovos, cinco caixas de bombons, umas barras de chocolate e um Chocotone que foi encontrado numa "mega promoção". Ganha-se quilos e vai tempo numa academia. Aparecem alguns feriados movidos a churrasco, shopping, preguiça e capitalismo. Mamãe, aquela que gera e que às vezes se pudesse "desgerar" o fazia!! Mas mãe também é mulher e...
Bem, não importa! Mais jóias, flores e perfumes, por favor!
Deixa eu dizer que te amo... Deixa eu gostar de você. Também tem o tempo dos "apaixonados", melosos, eternos e chatos. Daí é uma "santidade" casta. São Pedro, João e Antônio resolvem dar o ar da garça também na vida temporã dos mortais. Pai... pode ser que daqui a alguns anos... larálarálará! Mais uma gravata para enfeitar um guarda-roupa. Rapidamente recordamos da Independência da nossa Pátria Amada e alguns correm desesperadamente para oferecer as guloseimas que São Cosme e Damião mandaram dar para as crianças. Bonzinhos eles, não? Devem ser amigos de Papai Noel. Ah, o professor também tem um dia muito legal. Neste salvam-se os alunos, faxineiras e perde o pipoqueiro que passa um dia sem lucrar com seus milhos saltitantes.
Chegamos em novembro. Não se fala em outra coisa. Revistas, jornais, tv aberta e fechada, internet, carros de som, shopping, rua da Alfândega (que loucura!), peru, bacalhau, casa da vovó e um vestido novo. Já é Natal. Meu Deus, nem vi o tempo passar... E o tempo nem percebeu o quão distraída eu estava, porque ele não pàra!
Bons tempos pra você! Só cuidado pra não tropeçar...
Tic-tac, tic-tac...
Paz e Bem.
Aline:)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Então... é Natal!

Tenho pensado...

É Natal em muitos lugares. Estados Unidos, Ceará, Paris, Darfur e na Leader Magazine. Sim, é Natal em muitos lugares. E tem para todos os gostos. Natal cantado, vendido, estrelado e faminto. Sim! Temos Natal para todos os gostos e sem gosto nenhum também. 

Celebramos o Natal por vários motivos. Um vestido, uma escova nos cabelos, uma camiseta e uma árvore carnavalesca acesa durante, por tradição, trinta e uma noites. Sustentabilidade? O que é isso? É Natal meu amigo! Vamos comemorar! Perus, farofas, pudins e rabanadas... Ah rabanadas! Nem elas escaparam. Como tudo, como tudo, como tudo! Hum... Acabou. Faz Natal em dezembro como frio de julho. Mas tudo passa, tudo passará e nada fica, nada ficará... Blá, blá, blá!

É Natal no mundo todo, menos dentro de todo mundo! 

É só abrir os olhos aquele que quer ver... Cristo renasce nas histórias a cada 365 dias. Para justos e injustos. Ateus que dão desculpa de um aniversário no dia 25 ou mesmo Judeus que não sabem nem o porque de serem Judeus. Nasce na história para o Papa, Kelly Key e Dercy Gonçalves. Ah não, Dercy já morreu... e por acaso o verdadeiro sentido do Natal também está morrendo.

Por isso, que seja por um Jesus vivo, porque vive e sempre viverá dentro de nós... Que seja pelo bem comum, de todos, por todos, aqui e amanhã. Que seja Natal todos os dias em nossos corações!

Feliz à todos! Paz e Bem... 

By Aline:)

domingo, 16 de novembro de 2008

Ao vento...

Olha, faz um bom tempo que não escrevo por aqui. Nunca imaginei que trabalhar levava tanto tempo da gente. Bem, mas a verdade é que sinto maior falta de postar todos os dias como fazia antes, nem que fosse um coisa à toa... um pensamento solto traduzido em palavras. Oras, e isso não é quase uma poesia? Hum, bem que uma poesia seria bem vinda nesse tempo... Mas em que tempo? Sabe gente? Estou feliz! Verdade! Aconteceram tantas coisas esse ano que mexeram muito comigo. O medo... a angústia de estar vivendo sem saber quando vai mudar ou simplesmente quando vão acontecer. A única certeza que sempre me acompanhou é que Deus sempre esteve comigo. Esses dias pensava sobre a onisciência Dele e louvava admirada só de pensar que tem coisas que somente eu e Ele sabemos!! Engraçado... Mas com Deus é assim. Tenho pensado muito em honra... em como honrar as pessoas que amo e que tenho certeza que me amam também. E hoje, no ensaio do M. louvor em minha igreja, compartilhei algo muito legal que aconteceu comigo.

O segredo de compreender certas coisas é o fato convicto de que nossa relação com Deus é muito pessoal. A partir do que somos Nele e para Ele, do que construímos juntos e o que permitimos que Ele desconstrua dentro de nós. Então me lembrei que quando estudava em Jocum, vivi uma experiência surpreendente, como muitas outras. Mas essa foi especial. Quem conhece Aline, sabe que ela não chora tão fácil assim. Em momentos alegres, ela ri. Em momentos tristes... ela pensa. É preciso mexer no seu profundo pra ver uma lágrima cair. Mas enfim... cada um tem seu jeito de mostrar o que sente. Confesso que em seus instantes sozinha com Deus, ela não tem conseguido se controlar.

Entendo que tudo que fazemos é pra Deus, até mesmo grandes personalidades da MPB criam e entoam canções inspiradas em Deus sem saber... sem sentir. Marisa Monte escreveu uma música, mas nunca a gravou. A deu de presente para Cássia Eller. A tão cantada...

Palavras ao Vento...

Ando por aí querendo te encontrar
Em cada esquina paro em cada olhar
Deixo a tristeza e trago a esperança em seu lugar
Que o nosso amor pra sempre viva
Minha dádiva
Quero poder jurar que essa paixão jamais será
Palavras apenas
Palavras pequenas
Palavras, momentos
Palavras, palavrasPalavras, palavras
Palavras ao vento...

Então num dia meditando decidi cantar essa canção para Deus. Assim fiz. Cantei. E realmente pensei que tudo o que essa canção diz podia ser uma realidade entre nós. Sobre o nosso amor. Um tempo passou e eu percebi que crescer dói. Eu estava crescendo quando uma amiga me chamou e disse:

- Aline, Deus quer saber porque você anda fugindo Dele? Ele tem buscado te encontrar.

Voltei ao meu quarto, sentei no chão beirando minha cama e disse:

- Sabe Deus? Vou cantar aquela canção para você!

Então Deus me respondeu:

- Não Aline... Agora é a minha vez de cantá-la pra você!

Daí eu percebi que maior do que a minha vontade de que nossa relação não fosse apenas de palavras, era a de Deus me dizendo que eu sou uma dádiva e sonhando para que o nosso amor para sempre viva! E que nada do que eu fale ou faça para Ele ou em seu Reino sejam como PALAVRAS AO VENTO!

Porque o Reino de Deus não consiste em palavras, mas em virtude. - I Cor.4:20
Que te farei...? Porque a vossa beneficência é como a nuvem da manhã e como o orvalho da madrugada que cedo passa. - Os.6:4.
Como amor eterno Deus... eu vou sempre te amar!!
Paz e bem!
By Aline:)

sábado, 11 de outubro de 2008

Gostava tanto de você!

Nem sei porque você se foi
Quantas saudades eu senti
E de tristezas vou viver
E aquele adeus, não pude dar
Você marcou em minha vida
Viveu... na minha história...

Um dia de 2007...

By Aline:)

domingo, 5 de outubro de 2008

Criança é uma coisa!


No último sábado, dia quatro, cheguei do trabalho em casa e Caíque estava lá. Para quem não conhece a figura, tem cinco anos. Sentado na pia comendo Fandangos, reclamava de uma tosse chata que insistia com ele. Depois de muito falar, mesmo com dor na garganta (porque sinceramente isso não o impede de falar), ele lembrou que tinha ganhado algo. Estava no banho e ele foi até o banheiro e ficou conversando comigo. O diálogo foi mais ou menos assim:


-Line, eu ganhei um estojo!

-É amor? Que legal!

-Aí, quando você acabar aí, a gente vai lá em casa e eu pulo a janela e pego pra você ver!

-Tá bom! Depois a gente vai lá!
-Aí, quando você ver o estojo, você olha pra ele e fala assim:"Nossa, que lindo!" Tá bom?
-Tá bom! A Line vai falar que é lindo!

Que fosse feio... Ele não me deu a opção de dizer o que pensava sobre o estojo. Já pensou tudo na vida fosse assim? Você determina e pronto! Tão simples... Mas o legal do Caíque é que a sinceridade dele faz mesmo as coisas ficarem simples. E até que o estojo era bonitinho.

Lembrei de outro fato. Dessa vez não foi com Caíque, mas com Filipe, o irmão dele que na época tinha uns oito anos. Certa vez precisava que alguém comprasse absorventes para mim. Pedi que
Filipe fosse à uma pequena mercearia que tem perto de nossas casas. Bem séria, olhei para ele e disse:

-Filipe, vá até lá e compre, por favor, um pacote de absorventes.

Dei os detalhes e insisti:

-Repita comigo pra você não esquecer: Ab-sor-ven-tes! Diz...

Ele olhou para mim com a cara mais limpa do mundo e perguntou:
-Tia, você quer com abas ou sem abas!


Criança é uma coisa... Fofa e inteligente que dói!


By Aline:)

sábado, 4 de outubro de 2008

Acontece né?


Engraçado... Como sempre é. Estou feliz por ver tanta gente à procura da felicidade. Pois é... o amor tem ganhado espaço nos corações e as pessoas estão entendendo que viver o amor não significa apenas o que sentimos, mas o que fazemos por alguém. Acho mesmo que isso é amar de verdade. Como disse numa poesia antiga: O amor me pegou de jeito, me fez outro sujeito...


É bom sentir isso. É muito bom quando isso nos faz sentir...

Sabe aquelas horas que ficamos meio sem saber o que pensar, para onde olhar ou o que dizer? Tenho passado por elas. Ottis, o criador do elevador disse que o amor é como um salto. Sinceramente, sinto-me inspirada a pular. Já que insisto tanto para que os outros arrisquem e nunca tenham medo de abrir as portas para que a intensidade da vida seja parte de nós. Sem ela não tem graça... Não tem paixão. Acho que vale arriscar. O relógio que marca o tempo universal não tem bateria e nem mesmo descarrega. É eterno... infinitamente pronto a nunca parar. Andemos lado a lado, do contrário, vamos ficar para trás.


Meus últimos dias tem sido confrontantes. A verdade é que isso sempre acontece quando algo que eu nunca imaginava que fosse acontecer, acontece. Eu tenho a patética mania de cuspir para cima e como dito popular, cai na carinha da mocinha aqui. Eu sempre pago esse preço. Feio um cristão fazer isso né? Mas eu fiz e toda vez que acontece, eu aprendo um pouco. Fico meio desconsertada quando Deus age e me surpreende, me mostrando que é Ele quem faz e decide meu caminho. Afinal, a partir do momento que eu entreguei meus passos para ele, vou me meter em Suas decisões por qual motivo? Oh céus... em nome do amor, seja feito o que for mais bonito e cheiroso. Por favor... que minha história seja perfumada e que meus dias sejam repletos de flores. Dá-me coragem! Chupa essa manga Aline e ria de si mesma... como sempre!


By Aline:)

sábado, 27 de setembro de 2008

Pra Deus...


Deus, viver só faz sentido se você estiver sempre comigo.
Que o mundo saiba que nunca vou me esquecer da aliança que fiz contigo!
Sempre...
By Aline


ia,iA,ia... momento nostalgia!

A idéia de pensar na vida como uma roda gigante... Prefiro não pelo óbvio dos altos e baixos, mas que realmente a vida, como uma, dá voltas. Hoje, parar para pensar nas coisas que aconteceram me divertem e me dá coragem para insistir naquilo que acredito. Que aprendi acreditar. Olhar para trás não é como refletir ou lembrar do passado, mas ter a certeza de que tudo um dia foi parte de mim e que eu fui parte desse tudo que aconteceu. Sei que fiz pessoas rirem, outras nem tanto. Sei que fiz alguém chorar em algum momento... E chorei por alguém. Decorei expressões, sorrisos, jeitos. Lembro de muitos abraços que dei e que gostaria muito de dá-los outra vez. Noites mal dormidas, noites bem dormidas e horas perdidas. Não tem mais café! Tudo bem... A gente inventa. Faz bem lembrar das verdades. Faz bem lembrar daqueles que me disseram a verdade, sem medo de me machucar. Eles sabiam que era preciso. Existiram os que achei que iriam caminhar comigo pelo resto da vida... Todos estão muito longe. Passos juntos? Pelo contrário, bem distantes! Mas damos passos na mesma direção. Chuva, sol, vento, frio, calor... Desliga o ventilador! Me empresta isso ou aquilo... Me empresta seu tempo? Preciso de alguém para me ouvir!

Faz bem lembrar! Lembrar sem medo de perder o que já passou. Ninguém perde aquilo que nunca ganhou, mas se é seu mesmo, ninguém pode tirar de você. E a vida é mais ou menos isso. Não, a vida é exatamente isso. Como se estivéssemos escrevendo um livro e cada dia fosse um capítulo. Às vezes é preciso voltar umas páginas pra ler aquilo que marcou você. Riscadas, dobradas... Páginas laçadas fora. Uma Coca-cola, um biscoito no fim da tarde, um Club Social até que o sino toque... Lava meu prato? Leva meu coração contigo? Liga pra mim quando puder...
Uma manhã sentada na grama, algumas horas e outras bobagens, um filme, passas, caminhada na beira do mar. Nossa... eu adoro lembrar desses dias! Até porque, mesmo que a gente insista... Tem coisas inesquecíveis!

Ps.: Não é para rir, afinal só estou sendo sincera! Nath, ficou uma camiseta sua de cor bege comigo. Eu a uso! Bianca, aquele seu lencinho verde ficou comigo. Também uso. Dani, o lenço amarelo que você me deu está pendurado em meu guarda-roupa. Geovana, a dourada e a prateada ficaram em meu estojo! Foi mal amiga... estão bem guardadas! Eliethe... fiquei com nada seu não! Só a paixão pelas passas, mesmo pq eu não me interessei pelos seus terninhos. Cátia, sua eu fiquei com a inspiração! Mariana... com o coração... Noêmia, com a razão! Ainda amo vocês!

By Aline:)

domingo, 21 de setembro de 2008

Fatos e FoTOs. Caras E bOCas!

Tem gente que ri, outras, sei lá...

Boa idéia!

Bons Garotos, digo, garotos bobos!

Boas garotas, claro, minhas amigas!

Bia belíssima...

Lú, linda como sempre!


Leve a vida simplesmente!

Casamento de André e Bia... Sorrisos com Batons!!

Felicidade pra todo mundo!

Paz e bem!
Deu até vontade de casar...
By Aline:)

domingo, 14 de setembro de 2008

Aos meus amigos...


Oração da Amizade

Que as pulgas de mil camelos infestem
o fundilho daquele que tentar estragar seus dias
e que os braços sejam muito curtos
para coçar.

Amém!
Durmam bem!
By Aline:)
Ps.: Adoro vocês!

Saindo do cubo



Às vezes passamos por dias maus... Mas adoro quando meus amigos aparecem nas horas que mais preciso deles. Essa semana conversava com uma delas. Falávamos sobre a idéia de viver num cubo, como proteção... O velho medo de não correr riscos. E me fez muito bem quando ela disse que devemos ser movidos por nossas decisões e não por nossas emoções. Apesar de existirem, não devem nos guiar. Sempre tive dificuldades com a razão. Tem momentos que a lógica me incomoda... Enfim, precisava mesmo que algumas certezas fossem geradas dentro de mim. Precisava e preciso ter mais coragem de correr riscos e encarar as situações de frente. Como meu pai dizia, o não é certo... Lute pelo sim. Tenho pensado nisso e muito mais. Na verdade, tenho pensando muito, como sempre. Hoje, quando disse a alguém que estava pensando, esse alguém falou: Pare de pensar... Comece a agir. E eu preciso escolher por isso. Creio que não devo de maneira alguma permitir que o medo dos outros me impeçam de tentar. A vida não é uma receita de bolo. Sabemos e pregamos que o amor está acima de qualquer coisa e que ser tolerante como Cristo foi, é o maior desafio que libertará todo ser humano dos seus preconceitos. Suportar em amor pode até ser um mandamento, mas amar precisa ser tão necessário quanto o ar que respiramos. Sabe aquela história de que vivemos em busca da felicidade? Nosso erro está em acreditar, pois a felicidade estará sempre correndo atrás de nós. É só abrir a porta. É tão simples...


Os que se acham donos da verdade gostam de oprimir os outros! (Risos) Quer saber? Quando tiverem um encontro de verdade com a Verdade, viveremos em paz. Conheceremos o amor... Um amor.


By Aline:)

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

É com você mesmo!


Essa manhã acordei pensando em prioridades...

Então comecei a perceber em como nós priorizamos coisas dispensáveis. Absolutamente. Acho que a verdade é que até julgamos importante, mas como o homem não sabe julgar, se perde em seus anseios e possibilidades. Se um dia entendermos que podemos viver com o suficiente, a desigualdade entre as pessoas não será mais vista como um discurso político. Já não se fala mais em desigualdade como antes. Tornou-se algo igual. Infelizmente. Ninguém gosta do suficiente. Nunca é o bastante. Nós estamos passando por uma severa globalização pós-industrial. O fato do homem está constantemente adequando-se a essas mudanças, que exigem novas abordagens, novos conceitos exige de nós que acreditamos numa transformação de mente, um reposicionamento no tempo em que vivemos. Até porque, ser diferente pode até ser normal, mas fazer a diferença, lamentavelmente, quando deveria também ser algo normal, está se tornando um ideal.

Chega doer quando penso na situação que o mundo enfrenta. Em todos os fatores. É como se naturalmente meus olhos ficassem cegos e eu não mais conseguisse enxergar algo diferente acontecendo. Sinto vontade, às vezes, de tapar meus olhos para não ter que esperar. Vejo tanta gente lutando e levantando a bandeira pelos mesmos propósitos, mas cada um com sua verdade, com suas revelações, estabelecendo as suas visões ditas legítimas... E ninguém chega a lugar nenhum. Há de se aceitar e entender um dia que de mãos dadas é melhor para se atravessar uma ponte. Sinceramente, isso é só para lembrar que precisamos uns dos outros e que enquanto houver essa guerra por classes e eu sou o que tenho... Vamos todos continuar em círculos, nos esbarrando e caindo em abismos. O pior e mais triste de tudo isso é que vemos o nosso próximo cair (ou caído) e assistimos comendo pipoca, bebendo Coca-cola e vestindo Prada. Espero que no céu não tenha Grifes.

By Aline :(

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Super Babá


Precisamos de prorrogação. Se possível, por favor, um terceiro tempo também. O dia com 24 horas é injusto. É mais ou menos assim a vida de uma babá. Por isso, em nossa homenagem, decidi criar a "Oração das Babás".
Ajoelhem e peçam comigo...

Papai do céu das Babás.

Santificado seja o sono do bebê.
Venha a nós o seu silêncio.
Seja feita pouca vontade
Assim em casa, como em qualquer lugar.
A mamadeira salvadora de cada dia nos dai hoje.
Perdoai a nossa impaciência,
Assim como nós perdoamos os choros
e as vezes que eles viram o pratinho com comida.
Não nos deixei achar que fraldas recheadas são tão normais,
Mas livrai-nos do cheiro ruim.

Porque o nariz é nosso, deles é o berço, o carrinho e a mãe

Para sempre. Amém.


By Aline:)

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Vida presente...


Desci lá,
Pra ver que cor tinha
Pra sentir se era fria
E molhar os meus pés.
Lá do alto me olhavam
E diziam: Menina, menina!
Se pudesse, virava sereia.
Se pudesse passava o meu dia.
Naquele pedaço do mundo
E ia pro fundo do mar.
By Aline:)