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domingo, 8 de março de 2009

Amigos, amigos...

A gente acha aqui em casa que eu herdei essa coisa de escrever do meu pai. Meu pai é um homem e tanto sabe? Daria pra filósofo. Gosta de falar da vida e do que nela contém. Meu pai gosta de instigar o desconhecido e de se apegar a novas descobertas. Meu pai gosta de pensar. Tem uma mente questionadora, mas sadia. Meu pai escreve poesias. Lindas poesias. Na verdade escrevia. Faz tempo que não vejo os sentimentos dele traduzidos em palavras. Talvez o tempo, a correria, as caixinha de surpresas que a vida é. E tem umas que gosto muito. Quando nasci, ele me fez duas e já estão em algum lugar do meu blog. Mas uma é linda e decidi colocá-la aqui também. Talvez pelo momento que estou vivendo hoje... Vai saber?

Perfeita!


Amigos, amigos...

Engraçado...
Eu nem a conheço direito
e me dá uma vontade danada
de te contar as coisas,
te revelar segredos, meus sonhos e medos
Te falar dos meus planos,
meus desenganos e frustrações acumuladas.

Te dizer bobagens,
te contar piadas,
te mostrar as marcas que
deixei na estrada ao longo de um tempo
que ficou prá traz...
Engraçado... Engraçado
no entanto, perigoso
este tipo de lance
que pinta de repente
e de um jeito gostoso
invade a gente, sem pedir licença
sem dizer porquê.

Quem me dera fosse eu,
uma muralha que resistisse a tudo que rompe,
Estraçalha...
feito esta amizade de você prá mim.
É engraçado e um tanto arriscado
Se aproximar de alguém onde os gostos se encaixam e o “temos algo em comum”
faz-se notar...
Ao chegar bem perto, por favor, cuidado! Respeite estas placas de:

“NÃO DE APROXIME!”“CORAÇÃO SUJEITO A PAIXÕES PROFUNDAS!”“PISE DEVAGAR, CORAÇÃO AMANDO!”Ou então: “AGUARDE, POR FAVOR, TEM GENTE!”.
“É PROIBIDO SE APAIXONAR!!!”
(Elias Moreira, meu pai - Num desses dias que passou)
Paz e bem...
Aline:)

quinta-feira, 5 de março de 2009

O resto é detalhe

Nos últimos dias tenho compartilhado uns vídeos com pessoas importantes. Esses vídeos mostram em alguns poucos minutos a revelação de Deus através de palavras humanas. Quando vejo alguma situação que fere a fé cristã, eu não me surpreendo. Não mesmo. Fomos alertados de que coisas absurdas aconteceriam no mundo. A única coisa que me surpreende é a minha incapacidade e indisposição para mudar isso. Hoje fiquei constrangida em ver como eu descubro aos poucos que minhas pressuposições estão mais distorcidas do que podia imaginar. É sinceramente falso de nossa parte viver um cristianismo fragmentado, baseado na sabedoria humana, onde você vale o que tem e onde você é sempre melhor do que quem está ao seu lado. Não importa no que seja. Você é! E isso é, repito, suicídio. Lembro perfeitamente de uma coisa que um tio falou quando eu era criança:

-Aline, nós começamos a morrer assim que nascemos...

E a gente nem percebe. Não percebemos porque estamos muito ocupados com a nossa posição social, o resultado das coisas que fazemos, a nossa aparência... E por falar em resultados, dentro ainda do assunto constrangimento, eu agradeço à Deus por aos poucos abrir tanto a minha mente, me impedindo de compartilhar com ações ditas evangelísticas, que na verdade estão voltadas para números, absolutamente. Amigos, Deus não deve gostar tanto de matemática assim. O que eu quero dizer é que no mundo Fantástico de Cristo, hoje você vale o que produz. Logo, voltamos a idéia de resultado mesquinha que o ser humano digere como se fosse algo fundamental para o seu metabolismo. Do contrário, estaria ele apenas vegetando nesse universo de amor e graça que Deus criou para que vivêssemos.

Não há razão humana que sobreponha o amor de Cristo pela humanidade, por mais que exitissem homens que pudessem ser considerados seres elevados e que alcançaram com grande maestria a mente de Deus. Se o homem hoje é um poço de quetionamentos e segue em direção a verdade que é Cristo, ele em algum momento da sua vida se completará. Mas se a humanidade caminha em passos de formiga e sem vontade, se estruturando naquilo que ela pode ver ou tocar, sem nunca ceder ao fato de que a resposta pra tudo começa na mudança dentro de cada um de nós, o único lugar que subiremos será aquele onde apenas as escadas podem nos levar. Nunca o nosso coração! Por essas e outras tenho pensado em minhas escolhas. Claro que tudo o que fazemos tem e sempre terá um resultado, seja ele bom ou ruim. O que importa é que eles não importem mais do que o motivo das coisas que faço.

C. S. Lewis disse que se procuramos uma religião que nos deixe confortável, ele não aconselharia o cristianismo. Os vídeos que compartilhei com poucas pessoas, trás exatamente essa mentalidade. Gostaria que me provassem onde foi que o Criador prometeu que nos daria um mar de rosas? Como disse o bom velhinho lá no final do meu blog: Quero conhecer os pensamentos de Deus. O resto é detalhe...

Paz e Bem!

Aline:)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Lá em Parada

Dentro de nós há uma coisa. Essa coisa é o que somos.
-José Saramago-

Nos últimos dois dias de carnaval eu e mais um grupo de pessoas fomos à praça do nosso bairro onde estava acontecendo uma festa. Nesta, encontravam-se jovens de cabelos pintados de rosa, crianças jogando espuma por todos os lados, um som muito alto e nada refinado acompanhado de diversas pessoas que ali estavam sem mesmo saber o porque nem para que. Não foi supresa pra mim deparar com esse tipo de cenário. Nossa intenção foi de conhecer essas pessoas e a partir disso lançar sementes, como eu disse à eles, já que o terreno era bastante fértil. Acredito que foi uma experiência diferente para os que abraçaram esse desafio comigo. Éramos bem pouco, mas nossa motivação não se limitou a quantidade. Pensamos apenas no que poderíamos gerar através das nossas atitudes.
Então foi bastante interessante ver aquela galera conversando com outros jovens, os respeitando e mostrando que é possivel levar a vida numa boa quando fazemos boas escolhas. Claro que falar sobre Deus no meio de pessoas onde Ele é simplesmente Tudo é sempre um desafio. As pessoas tem o hábito de resumir Deus a tudo. Creio que seja a indisposição de conhecê-Lo melhor. Não sabem os leigos o que perdem com isso. Enfim, nosso bairro nobre está mais parado no tempo do que todos os relógios inativos que Hook guardava numa das salas de seu navio. Porém sinto que isso está pra mudar. Gosto de uma frase que diz que nem sempre a fraqueza que se sente quer dizer que a gente não é forte. O comodismo é um comportamento muito infeliz que identifica as pessoas de baixa renda. Na verdade, o fato do acesso ao que poderia fazê-las crescer está tão distante, desanima qualquer um de lutar por isso, mas não justifica. Uma coisa que eu disse à todos que tive oportunidade foi: Se você quer, você pode. Por isso eu acredito na transformação da mentalidade dos moradores do meu bairro. Como homens, precisamos investir na justiça, dignidade e credibilidade dos sonhos. Como integrantes desse cenário, precisamos investir nosso tempo, idéias e tomar um posicionamento de ação. Como servos, precisamos amar esse povo assim como Jesus faria. Que seja o início de uma nova era. Que eu seja parte dela.

Paz e Bem!

Aline:)

Pra onde você voaria?


Me lembro de uma palestra que assisti. Faz tempo... Muito tempo.
Ouvi um homem dizer que no céu nós ganharíamos asas.
Lembro também de ter viajado com isso naquela época. Foi muito bom ouvir isso. Não sei porque dessa recordação tão distante. Veio assim, do nada. Acho que é porque estou com uma imensa vontade de voar... Imaginem? Só eu mesmo...
Mas pensando bem, é bom!
E você, se ganhasse asas hoje, pra onde voaria? Todo mundo tem vontade de fazer uma coisa dessas... Se tem!

Paz e Bem!

Aline;)

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Simples como amar.


Faz muito tempo que assisti (incontáveis vezes), mas hoje decidi falar dele aqui. De tão simples que é fiquei simplesmente apaixonada. Esse é daqueles que vejo assim como bebo água. Tão quanto é necessária para o corpo, ele é sede pro coração. Está na lista dos perfeitos. Simples como amar é um filme que conta história de dois jovens especiais que descobrem o amor, lutando contra o infeliz preconceito de que os diferentes da normalidade estéril, não amam. Quem foi o tonto que inventou isso? Só poderia ser normal demais.

Carla e Danny formam nessa adorável história um casal divertido em suas descobertas. Dirigido por Garry Marshall, o mesmo de Uma linda mulher (quem lembra da cena: nada de beijos!? É fantástica), que também dispensa comentários, não recebeu o Oscar porque não pediram minha opinião. Bem, se ainda não assitiu, vale muitíssimo a pena ver. E de novo, e de novo, e de novo...

Paz e Bem.

Aline:)

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Passado sempre presente

Pra quem não viu...



Saudades de todos vocês!
Tudo ainda continua lindo!!
Paz e Bem.
Aline:)

Ministério Iris


Durante séculos pessoas foram tocadas por Deus a se manifestarem diante da expectativa de toda criação. Sabemos que cada um acredita Nele da sua maneira e ultimamente tenho enfatizado aos que converso, o quanto Deus é pessoal. Com isso, muitos se dispuseram a renunciar suas próprias vontades para cuidar e investir em pessoas que não tinham nada para oferecer. Conhecemos histórias de grandes missionários que dedicaram suas vidas em prol do resgaste e do conhecimento de tribos, povos, nações até então desconhecidos. Engraçado, mas tenho uma incrível atração pelo desconhecido! A virtude de tudo isso, está nesse entendimento de Deus nos tratar como indivíduose e que Ele se revela a qualquer um da maneira que ele quiser.

Atualmente, o êxtase de propagar a fé cristã está se expandindo de uma forma muito louvável. Existem inúmeras organizações que se levantaram nesse objetivo. Elas treinam, capacitam e incentivam as pessoas a buscarem conhecer à Deus e a fazê-Lo conhecido onde quer que estejam, independente de qualquer coisa. Andando assim como Jesus andou.

Dentre tantas, incluindo a qual fiz parte (Jocum), conheci uma outra que também posso chamar de Um amor de Missão. IRISMIN - Ministério Iris é uma ONG americana que tem dedicado seus dias e orações por diversas nações. O continente Africano é a principal delas. Não deixe de conhecer sobre essa incrível obra. Nos últimos tempos, tem sido um bálsamo acompanhar os passos desses nobres.

Visite o site:


O site está em inglês. Você pode traduzir a página através da própria ferramenta que o Google dispõe, clicando em traduzir esta página.



Desfrute...
... E ore por missões!
Paz e Bem.

Aline:)

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Apenas mais uma de amor

Essa semana chamei o amor de bulhufas!

Sabe aquela coisa de você gostar de alguém e esse alguém não ser seu? Como pode ser... assim diz uma canção. E a gente passa a vida toda tentando entender isso que se apossa da gente sem autorização, sem direito e compaixão. Porque quando você ama alguém de verdade, todo mundo sabe. Nem adianta querer esconder. Fica tipo estampa na pele, nos olhos e nas palavras que a gente diz. Mas há os que sobrevivem!

Ouvia uma música e ela me fez pensar no amor mais uma vez. Faz tempo que não escrevo sobre o amor... Talvez porque não quero dar espaço pra uma coisa que às vezes parece tão surreal...

Pode até parecer fraqueza... Pois que seja fraqueza então!

Eu gosto tanto de você
Que até prefiro esconder
Deixo assim ficar
Subentendido
Como uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor obrigação de acontecer
Eu acho tão bonito isso
De ser abstrato baby
A beleza é mesmo tão fugaz
É uma idéia que existe na cabeça
E não tem a menor pretensão de acontecer
Pode até parecer fraqueza
Pois que seja fraqueza então,
A alegria que me dá
Isso vai sem eu dizer
Se amanhã não for nada disso
Caberá só a mim esquecer
(E EU VOU SOBREVIVER)
O que eu ganho, o que eu perco
Ninguém precisa saber
(Lulu Santos)




Ahhh...

Aline:)

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

No vento

Numa de minhas tardes, quando abria a página de meu blog, deparei com uma frase que encaixou com momento que estou vivendo. Sêneca traduziu um pensamento de Cristo com outras palavras. Geralmente os grandes pensadores faziam e fazem isso. Porque será? Dizia o seguinte:

Nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir.

É estranho admitir uma fraqueza, mas aprendi que esse tipo de atitude enobrece a gente. Quando dava aula para um grupo de adolescentes no último domingo, falei sobre isso e foi fantástico ver algum deles renunciando o orgulho e vendo que não são perfeitos. Engraçado, mas temos a mania de nos constranger diante da sociedade, mas sempre nos esquecemos de quem vê de verdade tudo o que fazemos. Enfim, aprendi também que é preciso crescer e que para isso não importa o que seja preciso. A essência do conhecimento não está na quantidade que adquirimos com o tempo, mas o que geramos e produzimos a partir dele. Fazer escolhas não é fácil, porque qualquer escolha que façamos é um risco, por mais seguras que possam parecer. Ninguém tem o poder de advinhar o que está por vir. Nós escolhemos por intuição, por vontade e até revelação. Fazemos escolhas por convicções. Sabemos o que rege nossa vida e o que nos torna caçadores de nós mesmos, como dizia Nilton Nascimento. Escolhemos pela paixão, pela beleza daquilo que nossos olhos enxergam, pelo que a alma nutre e pelo que nossa mente induz. Mesmo o coração sendo muitas vezes enganoso, também nos movemos por ele.

Pensar naquilo que nos move é resposta para anseios. Para dúvidas e questionamentos que insistem substituir uma verdade tão absoluta, porém existem pessoas que gostam de viver sem respostas. Quando conversava com dois jovens há pouco tempo, falávamos sobre vocação. Perguntei pra eles se as escolhas que estavam fazendo, onde iam investir boa parte de suas vidas, estava baseada no senso comum onde faço o que fui criado para fazer ou em resultados. Porque a nossa vida está sempre baseada em resultados e isso reprime em todos os aspéctos a ideia de plenitude que Deus sonha para o ser humano. Talvez pelo capitalismo, pela ânsia de consumo, pelo medo de perder e nunca alcançar um 1º lugar, que seja. Por acaso lembrei de um homem que disse uma vez que aquele que quiser ser o primeiro, esse sirva. Então tentei fazer aqueles dois jovens pensarem sobre as escolhas que estavam fazendo, com a velha idéia de que elas viriam acompanhadas de consequências, sejam boas ou não. Quem foi que inventou essa história de que Deus castiga? Que maldade...

Com isso a gente entende que nem sempre tudo é do jeito que achamos que deve ser. Se entendemos também que todas as coisas que fazemos são para honra Daquele que É, logo cada passo que dou na costrução da minha vida, preciso saber que tudo que eu faça deverá ser feito com louvor, do contrário, não haverá glória por mais esforço que haja, mais determinação, mais entedimento de deveres e consciência de sobrevivência. Se não houver amor, nada seremos. Por isso, fazê-los entender naquela hora que deveriam buscar dentro de si mesmo a verdadeira motivação para seus sonhos e objetivos, foi tão importante quanto vê-los satisfeitos um dia. Falei sobre o fato de Deus buscar verdadeiros adoradores e perguntei quem os eram? Então a resposta de seres adestrados pelos sistemas veio na ponta da língua. Não que estivesses errados, mas é que infelizmente o homem tem preguiça de pensar. Os cristãos deveriam ser os maiores pensadores, mas nos acomodamos com a maneira mais fácil de obter respostas. Quando deveríamos absorver um senso crítico sem paradigmas e preconceitos para trazer a existência um cristianismo que gera discípulos livres, entre razões e emoções. O êxtase de uma adoração, a alegria numa comunhão, o contato com o sobrenatural são coisas que sim, nos aproximam de Deus e podem até fazer de nós adoradores verdadeiros, mas é muito mais que isso. O que Deus busca, não se limita à momentos onde nosso intelecto se esclarece nem onde nosso espírito frutifica. O que Deus busca vai infinitamente além do que um hábito litúrgico produz em nós.

Com o tempo e entendi que as coisas que faço refletem naquilo que sou, e vice-versa. Isso me fez perceber que quanto mais eu me basear em resultados, mais eu vou me cobrar, logo me transformando numa pessoa perfeccionista com medo de errar. Caso isso acontecesse, passaria boa parte do meu tempo me frustrando por não alcançar o inalcansável. Isso é suicídio. Descobri que não só tenho o direito de errar como também, em algum momento, vou errar. Isso é fato.


Voltando à frase de Sêneca que diz que nenhum vento sopra a favor de quem não sabe para onde ir, pensei que de nada adianta planejar e sonhar se minhas convicções estiverem abaladas. As escolhas estão para serem feitas, mas precisa-se de quem as faça com certeza. Se não há direção, não há caminhos. Se não há caminhos, nos resta o abismo. E sinceramente, não nasci para passar minha vida num abismo, onde a ilusão de que tudo que faço é perfeito e inédito. Tudo que sou é resultado das ferramentas que ativei um dia e que passei cada segundo da minha vida esperando também por resultados que susbstituiriam a essência do meu ser. Ilusão. Por essas e outras, pensar sobre renúncia é e sempre será um desafio. Sempre soube que os confrontos viriam, mas definir para onde o vento deve me levar... é tudo que eu preciso agora!


Obrigada, por não me deixar desistir!

Paz e Bem!

Aline ;)

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Troque sua pilha por um coração

  Lembro vagamente de um texto de Shakespeare onde ele dizia que a gente tem o direito de ficar chateado... Mas nunca de ferir as pessoas por causa do que sentimos. Não discordo. Não, simplesmente porque existem horas que dá uma imensa vontade de gritar para o mundo o que sentimos, mas ultimamente tenho pensado em como nós nos privamos do que queremos fazer ou do que gostamos de fazer por causa dos outros. Concluí que às vezes permitimos que o medo que os outros tem de tentar, de se lançar, de arriscar trave a gente tanto quanto eles se sentem travados. Aprendi que sou regente da minha vida e que o tempo passa mesmo. Ele não se importa se estamos parados. Acompanhe quem quiser. 

Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo.
Luís Fernando Veríssimo.

Viva a vida intensamente, a cada segundo como se fosse o único... Nós gostamos dessa frase, mas não fazemos idéia do que ela significa. Certa vez eu disse a uma amiga que era uma pessoa livre e na mesma hora ela retrucou dizendo que não, não era livre nada. E ela me fez entender o porque disso. Tinha razão. Fomos criados para liberdade, mas o sistema que nos cerca corrói a nossa mente e quer determinar o que devemos ser, fazer e como devemos caminhar. Deus nos deu a liberdade, mas sinto que gostamos se ser robôs. Máquinas guiadas por ordem alheias, por pensamentos fragmentados, por doutrinas, por leis, regras, costumes e rotina. A nossa essência clama sim por liberdade, mas temos medo. Medo de magoar, medo de não satisfazer, medo de tentar, medo de dar novos passos e seguir rumo ao que fomos criados para fazer, não ao que os outros acham que deve ser. Se existe alguém nessa vida a quem devemos seguir, seja esse Jesus Cristo. Aos outros... dai honra a quem merece honra. Mas seja você senhor do seu destino! Aprenda o que é intensidade e o que os segundos realmente representam. São como pó. Agulha num palheiro. Espero que daqui uns anos eu possa olhar para trás e sorrir com a certeza de que não permiti que ninguém fosse para mim pedra de tropeço e que se houve medo, eu superei... medo este que nasceu dentro de mim, não que foi trasnmitido por alguém. Sabemos muito bem disso! Troque sua pilha por um coração!

Aline não está num bom dia:( 

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Abrace o mundo outra vez.


O mundo deve sentir saudades de pessoas assim. Pessoas que não tinham medo de nada, que  encaravam a verdade nua e crua vivendo sem ter a vergonha de ser feliz. De querer ver pessoas vivendo felizes também. Pessoas que falavam à multidões e sabiam que estavm sendo ouvidas e que suas palavras eram aclamadas. Delas saíam virtude, coragem e certeza. Certeza de coisas que não se vêem, mas se esperam. O mundo deve mesmo sentir saudades de pessoas assim. Aquelas que defendiam seus valores, beijavam sua bandeira e choravam quando o hino nacional era tocado. Pessoas que botavam a mão do lado esquerdo do peito e sentiam em cada batida uma nota musical que traduzia todo sonho de uma nação. Sem dúvidas, o mundo deve sentir saudades de pessoas assim. Que andavam de mãos dadas, erguiam o punho pela democracia, pelos direitos e pela cidadania justa que transformava as mentes na busca por novos ideais. Pessoas que se sentiam responsáveis pelo mundo todo e que se pudessem, o abraçaria. Saudades daquelas que renunciavam suas vidas porque entendiam a necessidade de se doar. O mundo sente saudades dos discursos que ecoavam pelos continentes e se alojavam nas cabeças de todos, gerando uma nova vontade, novas expectativas... Gerando esperança. O mundo sente falta daqueles que pensavam ter vindo do nada e que em algum momento de suas vidas se renderam à criação. O mundo sente falta dos olhos famintos por respostas, não da glória que veste seus senhores. Sente uma imensa falta dos líderes que serviam, dos homens que se perdoavam e de uma bom dia sem pressa. O mundo deve sentir falta do amor platônico, sem interesses e egoísmo. Falta do suor produzido pela garra, persistência e consciência pela igualdade. Das multidões que enchiam as ruas sem se calar, sem se acomodar! Das caras pintadas, do amor pela pátria, da inclusão, dos cheios de iniciativa e dos que protegiam a natureza por saber que um dia ela poderia acabar. Do amor ao próximo.  Todo lugar bem cuidado pode-se plantar umas flores! O mundo sente falta, mas é que pra ele está bom assim. É mais fácil deixar que o medo de tentar nos prive da verdade que quer tanto ser revelada à nós. Mas eu ainda espero que um dia se levantem pessoas que queiram abraçar o mundo outra vez!

Paz e bem!!

Aline:)

sábado, 24 de janeiro de 2009

Pra sentir um pouquinho do que é esse carinho

O amor é uma semente de uma flor
Que brota na gente pra cuidar
Com muito carinho assim
Com paixão e com amizade
Com paixão e cumplicidade
Coração fértil como um jardim
O amor esse desafio quando for
O tempo de frio e você chega até pensar no fim
É só crer e ter esperança depender
Como uma criança de quem fez
Tudo desse jeito assim
Essa flor um fracasso certo para quem
Der uma de esperto e querer
Sem trabalho só prazer
Se envolver e covarde ausente não investir
Que ego impaciente infeliz
Assim a flor não vai viver
O amor esse desafio quando for
O tempo de frio e você chega até pensar no fim
É só crer e ter esperança depender
Como uma criança de quem fez
Tudo desse jeito assim
Espera o sol trazendo a primavera
Pra mostrar que isso tudo era pra entender
Que ela só é forte assim...
(P. do R.)

Amem, amém?
Paz e Bem!

Aline:)

Meninas...


Mais um ano se passou, hein meninas?
E que bom que foi ao lado de vocês!!
Mais uma vez especiais...
Mais uma vez amigas...
Mais uma vez legais...

Paz e bem...
Aline:)
Mais uma vez... para sempre!!

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O sonho ainda não acabou

Hoje foi um dia importante para mim. Para todos nós. Para o mundo todo. Nasce na história o 44º presidente dos Estados Unidos da América. Em alguns momentos sentia vontade de estar lá vibrando com aquela gente por uma nova esperança que estava nascendo no coração de cada um ali presente. O Srº Presidente me fez lembrar de pessoas que um dia sonharam com um mundo melhor. Pessoas melhores sorrindo um para o outro apenas porque existiam e entendiam, de fato, que isso não tinha preço ou mesmo porque eram iguais. O querido "irmão" Martin Luther King Junior, já a 40 anos distante de nós, foi um amável e decidido pastor e idealista. Um homem cujo o coração não tinha cor e que o tom da sua pele representava o grito de milhares de pessoas sem voz. Um homem que sabia que Deus não se limitava a nenhuma nação, raça, tribo, credo ou cor. Sabia sim, que Deus olhava para todos sem exceção. Em seu célebre e famoso discurso, Pr. Martin Luther King, expreme seu coração fazendo brotar dele palavras que a partir daquele momento, mudaria para sempre a vida de todas as nações. Desfrutem!





Discurso de Martin Luther King Júnior

Voltando ao Srº Presidente, diria que ele foi muito feliz em suas palavras. Barack Obama, desde que o "conheci", me transmitiu uma sensação de justiça e transformação, ações essas que durante décadas alguns "bons samaritanos" tem buscado concretizar. Sinto que ou ele será realmente um homem que vai fazer história, ou então uma grande frustração. Hoje, enquanto falava a mais de 2 milhões de pessoas presentes e mais outros bilhões que o assistiam de alguma outra forma, ele ergueu a bandeira da justiça e democracia, levantando a voz mais uma vez em prol de justos e injustos, negros e brancos, ricos e pobres, crentes ou não. Na luta pela igualdade e numa definição política do que é "amar o próximo", o presidente Obama nos encheu de grandes expectativas e resgatou a esperança de muitos que um dia tiveram um sonho...


Leiam seu discurso:


"Obrigado (Obama, Obama)
Meus compatriotas, Aqui me encontro hoje humilde diante da tarefa à nossa frente, agradecido pela confiança depositada por vocês, atento aos sacrifícios feitos por nossos ancestrais. Agradeço ao presidente Bush pelos seus serviços a esta nação, assim como pela generosidade e pela cooperação mostradas durante esta transição. Quarenta e quatro americanos, até hoje, prestaram o juramento presidencial. Suas palavras foram ditas durante a maré ascendente da prosperidade e nas águas calmas da paz. Mas frequentemente o juramento é prestado em meio a nuvens crescentes e tempestades ruidosas. Nestes momentos a América foi em frente não apenas graças ao talento e à são daqueles no poder, mas porque nós, o povo, permanecemos fiéis aos ideais de nossos antecessores e aos nossos documentos fundadores. Foi assim e deve ser assim com esta geração de americanos...


É bem sabido que estamos no meio de uma crise. Nossa nação está em guerra contra uma rede de violência e ódio de longo alcance. Nossa nação está bastante enfraquecida, uma consequência da ganância e da irresponsabilidade de alguns, mas também da nossa incapacidade coletiva de tomar decisões difíceis e preparar a nação para uma nova era. Lares foram perdidos; empregos foram cortados; empresas destruídas. Nossa saúde é cara demais; nossas escolas deixam muitos para trás; e cada dia traz novas evidências de que a forma como usamos a energia fortalece nossos adversários e ameaça nosso planeta.



Estes são os indicadores de uma crise, tema de dados e estatísticas. Menos mensurável, mas não menos profundo, é o solapamento da confiança por todo o nosso país. Um medo persistente de que o declínio da América seja inevitável, e que a próxima geração deva ter objetivos menores.



Hoje eu lhes digo que os desafios diante de nós são reais. São sérios e são muitos. Eles não serão superados facilmente ou num curto período de tempo. Mas saiba disso, América: eles serão superados. (aplausos) Neste dia nós nos unimos porque escolhemos a esperança e não o medo, a unidade de objetivo, e não o conflito e a discórdia. Neste dia viemos proclamar o fim de nossos choramingos e falsas promessas, as recriminações e os dogmas desgastados, que por tempo demais estrangularam nossa política. Ainda somos uma nação jovem, mas, nas palavras das Escrituras, chegou a hora de acabar com as coisas de menino. Chegou a hora de reafirmar nosso espírito resistente; de optar pela nossa melhor história; de levar adiante esse dom precioso, essa nobre ideia, passada de geração em geração: a promessa divina de que todos são livres, todos são iguais e todos merecem a chance de lutar por sua medida justa de felicidade.



Por nós eles trabalharam em condições ruins e se estabeleceram no oeste; suportaram o estalar do chicote e araram a terra dura. Por nós eles lutaram e morreram em lugares como Concord e Gettysburg; na Normandia e em Khe Sahn.

A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América.

Mais de uma vez esses homens e mulheres lutaram, se sacrificaram e trabalharam até que suas mãos estivessem em carne viva para que nós vivêssemos uma vida melhor. Eles viram uma América maior que a soma de nossas ambições individuais; maior que todas as diferenças de nascença ou riqueza ou partido. Esta é a jornada que continuamos hoje. Ainda somos a nação mais próspera e mais poderosa na face da Terra. Nossos trabalhadores não são menos produtivos que no início desta crise. Nossas mentes não são menos inventivas, nossos bens e serviços não são menos necessários que na semana passada, no mês passado ou no ano passado. Nossa capacidade permanece intacta. O tempo de deixar as coisas como estão, ou de proteger pequenos interesses e adiar decisões desagradáveis, esse tempo certamente passou. A partir de hoje, temos que nos levantar, sacudir a poeira e começar de novo o trabalho de refazer a América. Para onde quer que olhemos, há trabalho a fazer. O estado da economia exige ação, ousada e rápida, e nós vamos agir – não apenas para criar novos empregos, mas para estabelecer novas fundações para o crescimento. Construiremos as estradas e pontes, as linhas elétricas e digitais que alimentam nosso comércio e nos unem. Recolocaremos a ciência em seu devido lugar, e usaremos as maravilhas da tecnologia para elevar a qualidade de nosso atendimento de saúde e reduzir seu custo. Usaremos o sol, os ventos e o solo para abastecer nossos carros e fazer funcionar nossas fábricas. E transformaremos nossas escolas e universidades para atender as exigências de uma nova era. Podemos fazer tudo isso. E faremos tudo isso.

Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

Ora, alguns questionam a escala de nossas ambições. Sugerem que nosso sistema não pode tolerar planos demais. Suas memórias são curtas. Pois esquecem o que este país já fez; o que homens e mulheres livres podem obter quando a imaginação se une a um objetivo comum, e a necessidade à coragem. O que os cínicos não conseguem entender é que o chão moveu-se sob seus pés. Que as disputas políticas vazias que nos consumiram por tanto tempo não servem mais. A questão que se deve perguntar hoje não é se o governo é grande demais ou pequeno demais, mas se funciona – se ajuda as famílias a encontrar empregos com salários decentes, assistência que possam pagar, aposentadorias dignas. Onde a resposta for sim, nossa intenção é seguir em frente. Onde a resposta for não, os programas serão cortados. E aqueles que administram os dólares da população terão que assumir suas responsabilidades: gastar com sabedoria, mudar os maus hábitos, fazer negócios à luz do dia. Porque só então poderemos restaurar a confiança que é vital entre um povo e seu governo.

Tampouco a pergunta diante de nós é se o mercado é uma força do bem ou do mal. Seu poder para gerar riqueza e expandir a liberdade não tem igual, mas esta crise nos fez lembrar que, sem um olhar atento, o mercado pode sair do controle – e que uma nação não pode prosperar por muito tempo se favorece apenas os prósperos. O sucesso de nossa economia sempre dependeu não apenas do tamanho do nosso Produto Interno Bruto, mas do alcance de nossa prosperidade; e da nossa capacidade de levar as oportunidades a todos os corações desejosos - não por caridade, mas porque é o caminho mais seguro para nosso bem comum.

Saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais.

Quanto à nossa defesa comum, rejeitamos como falsa a escolha entre nossa segurança e nossos ideais. Nossos pais fundadores, diante de perigos que mal conseguimos imaginar, elaboraram uma carta para assegurar o império da lei e os direitos do homem, uma carta difundida pelo sangue de gerações. Esses ideais ainda iluminam o mundo, e não vamos abandoná-los em nome da praticidade. Assim, a todos os outros povos e governos que estão assistindo hoje, das maiores capitais ao vilarejo onde meu pai nasceu: saibam que a América é amiga de toda nação e todo homem, mulher e criança que busca um futuro de paz e dignidade, e que nós estamos prontos para liderar uma vez mais. (aplausos) Lembrem-se que as gerações anteriores encararam o fascismo e o comunismo não apenas com mísseis e tanques, mas com alianças resolutas e convicções duradouras. Elas entenderam que nosso poder, por si só, não pode nos proteger, nem nos autoriza a fazer tudo como queremos. Em vez disso, elas sabiam que nosso poder cresce quando usado com prudência; que nossa segurança emana da justeza de nossa causa, da força do nosso exemplo, as sóbrias qualidades da humildade e do comedimento. Somos os mantenedores desse legado. Guiados por esse exemplo uma vez mais, podemos superar estas novas ameaças, que exigem um esforço ainda maior, uma cooperação e uma compreensão ainda maiores entre as nações. Começaremos de forma responsável a deixar o Iraque para seu povo, e forjaremos uma paz duramente conquistada no Afeganistão. Com velhos amigos e ex-inimigos, trabalharemos incansavelmente para reduzir a ameaça nuclear e fazer recuar o espectro de um planeta em aquecimento. Não pediremos desculpas por nosso modo de vida, nem fraquejaremos em nossa defesa, e para aqueles que buscam atingir seus objetivos induzindo ao terror e massacrando inocentes, dizemos a vocês que nosso espírito é mais forte não pode ser quebrado; vocês não sobreviverão a nós, e nós os derrotaremos. (aplausos) Pois sabemos que a colcha de retalhos de nossa herança é uma força, não uma fraqueza. Somos uma nação de cristãos e muçulmanos, judeus e hindus - e ateus. Somos formados de todas as línguas e culturas, trazidas de todo canto desta Terra; e porque provamos o fel amargo da Guerra Civil e da segregação, e emergimos desse capítulo sombrio mais fortes e mais unidos, não podemos deixar de acreditar que os velhos ódios um dia passarão; que as linhas tribais logo dissolver-se-ão; que à medida que o mundo se torne menor, nossa humanidade em comum revelar-se-á; e que a América deve exercer seu papel no surgimento desta nova era de paz. Ao mundo muçulmano: buscamos uma nova trilha adiante, baseada em interesses mútuos e respeito mútuo. Àqueles líderes mundo afora que buscam semear o conflito, ou pôr no Ocidente a culpa pelos males de suas sociedades: saibam que o povo os julgará por aquilo que vocês podem construir não pelo que vocês destruírem. Àqueles que se agarram ao poder por meio de corrupção e trapaças, e que silenciam opositores: saibam que vocês estão do lado errado da história; mas que estendermos a mão se vocês estiverem dispostos a descerrar seus pulsos.

Aos povos das nações pobres: comprometemo-nos a trabalhar ao lado de vocês para que suas fazendas floresçam e águas limpas possam fluir; para alimentar corpos esfomeados e mentes famintas. E àquelas nações como a nossa, que gozam de relativa abundância, dizemos que não podemos mais aceitar a indiferença ao sofrimento fora de nossas fronteiras; nem podemos consumir os recursos do mundo sem pensar nos efeitos disso. Pois o mundo mudou, e precisamos mudar junto com ele.

No momento em que divisamos a estrada que surge diante de nós, lembramo-nos com gratidão daqueles bravos americanos que neste exato momento patrulham desertos longínquos e montanhas distantes. Eles têm algo a nos dizer hoje, assim como os heróis caídos que repousam em Arlington murmurarão até o fim dos tempos. Nós os homenageamos não apenas porque são os guardiões de nossa liberdade, mas porque eles encarnam o espírito do serviço; uma disposição para encontrar sentido em algo maior que eles mesmos. Neste momento, um momento que definirá uma geração, é exatamente este espírito que devemos ter dentro de todos nós. Pois, por mais que os governos possam e devam fazer, no fim das contas é na fé e na determinação do povo americano que esta nação confia. É a gentileza de socorrer um estranho quando um dique é destruído, a generosidade dos trabalhadores que aceitam reduzir sua jornada de trabalho para que um amigo não perca seu emprego, que nos fazem superar os piores momentos. É a coragem do bombeiro que atravessa uma escadaria cheia de fumaça, mas também a disposição de um pai para criar um filho, que decidem afinal a nossa sorte. Nossos desafios podem ser novos. Os instrumentos com que os enfrentamos podem ser novos. Mas os valores de que nosso êxito depende – honestidade e trabalho duro; coragem e ética; lealdade e patriotismo; essas coisas são antigas. Essas coisas são verdadeiras. Elas têm sido a força silenciosa do progresso ao longo de nossa história. O que se exige, então, é um retorno a essas verdades. O que se exige de nós agora é uma nova era de responsabilidade – um reconhecimento, por parte de todo americano, de que temos deveres para conosco, para com nossa nação e o mundo, deveres que não devemos aceitar de mau grado, mas sim agarrar com alegria, firmes na percepção de que não há nada mais satisfatório para o espírito, mais definidor de nosso caráter, que darmos o máximo de nós mesmos em uma tarefa difícil.

Com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às gerações futuras.

Este é o preço e a promessa da cidadania. Esta é a fonte de nossa confiança – a noção de que Deus nos pede que definamos um destino incerto. Este é o significado de nossa liberdade e de nosso credo - razão pela qual homens, mulheres e crianças de todas as raças e religiões podem reunir-se em celebração nesta magnífica avenida, e a razão pela qual um homem cujo pai, menos de 60 anos atrás, não poderia fazer um pedido num restaurante local, pode agora comparecer diante de vocês para prestar um sacratíssimo juramento. Marquemos, pois, este dia, com a lembrança, daquilo que somos e do quão longe chegamos. No ano do nascimento da América, no mês mais frio do ano, um pequeno grupo de patriotas juntou-se diante de fogueiras que se apagavam às margens de um rio congelado. A capital fora abandonada. O inimigo avançava. A neve estava manchada de sangue. No momento em que o resultado de nossa revolução parecia mais incerto, o pai de nossa nação ordenou que estas palavras fossem lidas ao povo: "Façam saber ao mundo futuro... que nas profundezas do inverno, quando nada a não ser a esperança e a virtude poderiam sobreviver.. que a cidade e o país, alarmados por um perigo comum, ergueram-se para vencê-lo". América. Diante de nossos perigos comuns, neste inverno de dificulades, lembremos estas palavras atemporais. Com esperança e virtude, vamos enfrentar uma vez mais as correntes geladas e suportar quaisquer tempestades que surgirem. Que os filhos de nossos filhos possam dizer que, quando fomos testados, nos recusamos a permitir o fim desta jornada, que não viramos as costas nem fraquejamos; e com os olhos fixos no horizonte e a graça de Deus sobre nós, levamos adiante o grande dom da liberdade e o entregamos em segurança às gerações futuras. Muito obrigado. Deus os abençoe. E Deus abençoe os Estados Unidos da América."

Fonte: Revista Época

Sem mais, vou indo nessa amigos. Para que mais? Eu estendo a minha mão, afinal de alguma forma faço parte dessa era revolucionária que é o nosso século e tenho minha porção para dar... Onde quer que seja!

Ps.: Também tenho o mesmo sonho!

Paz e Bem.

Aline:)


sábado, 17 de janeiro de 2009

O tempo nosso de cada dia

Ela sente falta daqui. Falta tempo! Aline está vivendo uma nova "era". Uma novidade de vida. Como nunca antes, ela tem caminhado dando passos a cada tic-tac que marca um relógio. Parece que quando se faz algo "importante", a terra gira mais depressa, o sol desaparece e tão logo a lua chega e vai-se embora. Por esses e muitos outros motivos, Aline tem buscado encontrar novos ideais, novos projetos e novos hábitos. E por mais extremo que pareça, tem feito bem a essa garota. Foi preciso certas coisas acontecerem!

Pensar assim tem me feito refletir sobre o "Tempo"...
Dele já tirei poesias, textos, canções... Já dediquei, pedi, perdi... Já corri, busquei, encontrei. Percebi que somos feito um pouco dele também. Dele somos movidos. É ele quem nos sucede e antecede. Nele tudo começa e tudo tem um fim. Com ele construímos, sentimos e inventamos. É no tempo que encontramos a razão. É com o tempo que lapidamos nossa alma. E o tempo sempre nos faz esperar, afinal todos nós esperamos por algo, nem que seja pelo novo tempo que de segundo a segundo se aproxima de nós. A ele culpamos, por ele clamamos... com ele aprendemos. É no tempo que a vida se renova.

Então trazendo essa idéia para o século XXI, eu vi o quanto nos sujeitamos a ele sem sentir. E não é uma sujeição que gera em nós um sentimento de humilhação ou desprezo, mas sim de devoção. O tempo é o senhor do nosso destino e todas as coisas que acontecem dependem dele para existir. Pense comigo: Nós dividimos o tempo em séculos, décadas, anos, meses, dias, horas, minutos e segundos. Um ano tem 12 meses, que totalizam em 365 dias, 8760 horas e não esperem os minutos... Não tenho tempo para isso. Daí, uma sociedade como a nossa, brasileira, diversificada, tropical e acelerada cria uma infinidade de atividades que vão "mascarar" a corrida do tempo. Assim, não sentimos tanto com a sua partida que não pàra.
Começamos com um feriado mundial pela paz - Um dia suspenso de suas atividades comuns e trabalhistas onde a maioria dos seres comem e dormem. Não se fala em paz. Daí é verão. Tira-se férias - Período de descanso a quem tem direito empregados e estudantes. Então gasta-se com viagens, comidas, biquínis, sungas e cangas. Nessa época o tempo parece estar lento. Anuncia-se o Carnaval: Período de festa, folia, popularidade, muita cerveja, abadás, sexo livre e Aids. O "Volta às aulas" está no ar. Gasta-se com matrículas, material escolar, tênis novo e paciência. Mulher... eis o seu dia! Jóias, flores e perfumes."Coelhinho da Páscoa o que trazes para mim?". Um ovo, dois ovos, cinco caixas de bombons, umas barras de chocolate e um Chocotone que foi encontrado numa "mega promoção". Ganha-se quilos e vai tempo numa academia. Aparecem alguns feriados movidos a churrasco, shopping, preguiça e capitalismo. Mamãe, aquela que gera e que às vezes se pudesse "desgerar" o fazia!! Mas mãe também é mulher e...
Bem, não importa! Mais jóias, flores e perfumes, por favor!
Deixa eu dizer que te amo... Deixa eu gostar de você. Também tem o tempo dos "apaixonados", melosos, eternos e chatos. Daí é uma "santidade" casta. São Pedro, João e Antônio resolvem dar o ar da garça também na vida temporã dos mortais. Pai... pode ser que daqui a alguns anos... larálarálará! Mais uma gravata para enfeitar um guarda-roupa. Rapidamente recordamos da Independência da nossa Pátria Amada e alguns correm desesperadamente para oferecer as guloseimas que São Cosme e Damião mandaram dar para as crianças. Bonzinhos eles, não? Devem ser amigos de Papai Noel. Ah, o professor também tem um dia muito legal. Neste salvam-se os alunos, faxineiras e perde o pipoqueiro que passa um dia sem lucrar com seus milhos saltitantes.
Chegamos em novembro. Não se fala em outra coisa. Revistas, jornais, tv aberta e fechada, internet, carros de som, shopping, rua da Alfândega (que loucura!), peru, bacalhau, casa da vovó e um vestido novo. Já é Natal. Meu Deus, nem vi o tempo passar... E o tempo nem percebeu o quão distraída eu estava, porque ele não pàra!
Bons tempos pra você! Só cuidado pra não tropeçar...
Tic-tac, tic-tac...
Paz e Bem.
Aline:)