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sábado, 27 de novembro de 2010

Cuidado!



Estou engasgada.
Estou com a voz calada e a boca seca.
Nenhum som consigo emitir.
Silêncio.
Estou constrangida e assustada.
Cuidado!

Há muita gente armada por aí.

Armada de injustiça dos pés a cabeça.
Armada de profunda repulsão e antipatia.
Aversão à vida.
Ausência de fé.
Rogando ao onipotente que lhe poupe o desconforto
De ter que amar o que não há juízo na mente.
Cuidado!

Há muita gente armada por aí.

Vibrando por balaços como se fossem gols.
Rezando terços mofados.
Lendo versículos embaçados.
Escassos.
Exalando fingimentos.
Provocando a misericórdia em passos lentos.
Fique atento.
Cuidado.

Há muita gente armada por aí.

E não é de fuzil.

"Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz."
Jr. 6:14

Paz e bem.
Amoraline.


quinta-feira, 18 de novembro de 2010

O dia em que o sorriso parou São Paulo

Adoro propagandas inteligentes! Brastemp se superou com tamanha sensibilidade e capacidade de criação. Como eu queria que não fosse marketing apenas. Dá um click!!



Paz e bem.
Amoraline:)

A gente


Às vezes eu fico pensando
Que há tanta gente triste nessa vida...
E essa gente toda vai embora um dia
Sem saber o que é viver feliz.
E que a gente não paga por isso...
Mas há quem tente?

Paz e bem.
Amoraline:(

terça-feira, 16 de novembro de 2010


"Ouve-me, ouve o meu silêncio. O que falo nunca é o que falo e sim outra coisa. Capta essa outra coisa de que na verdade falo porque eu mesma não posso." -Clarice-

Hoje não. Obrigada.

Paz e bem.
Amoraline:)

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Como que faz?

‎"Ai, meu santinho,
Me diz como que faz
o indiozinho:
Corre solto pela mata,
Toma banho lá no rio?
Não tem medo do escuro,
É feliz, feliz, santinho?
Como que faz?
E eu vivo aqui nessa selva espelhada.
Não tem passarinho.
Nem flor no meu caminho.
Sofri, sofri, meu santinho!
Essa vida glutona
Me fez tomar banho de canequinho."



Paz e bem.
Amoraline:)

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Impacto de Ano Novo 2010 - Jocum Rio




Amigos, amigos...

Vamos andar juntos mais uma vez?

Tah chegando nosso impacto de fim de ano!

Acesse o site: www.jocumrio.org.br
E-mail: impacto@jocumrio.org

O Eu leio Aline faz a paz...

Paz e bem.
Amoraline:)

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Prometo


Eu não gosto de promessas.
É verdade.
Mas eu prometo uma coisa:
Cumprir se as fizer!

Paz e bem.
Amoraline

Ps: Estou organizando meus pensamentos "outubrinos" para escrever um próximo texto!!

Imagem da semana

Familiares separados pela guerra entre as Coreias em 1950 se despedem após encontro em Monte Kumgang, na Coreia do Norte

-Triste coisa é querer bem a quem não sabe perdoar- Russo

-Familiares separados pela guerra entre as Coreias em 1950 se despedem após encontro em Monte Kumgang, na Coreia do Norte.

Fonte: Veja.com

E a paz, meu Deus? E a paz?
Amoraline.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Calminha


"Eu digo: Calma alma minha, calminha. Você tem muito o que aprender"-Baleiro-

Paz e bem.
Amoraline:)

terça-feira, 26 de outubro de 2010

When You Say Nothing At All

Que o filme Um lugar chamado Notting Hill está entre os meus "dez mais", todo mundo sabe. Aí, tem a música que envolve a cena de quando eles invadem um jardim particular. Consegue lembrar? É perfeito! Quero ver de novo, pela incansável vez! Escuta aí...



Paz e bem.
Amoraline:)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

De pés descalços


Procurei. Não há definição para o número 23 na internet. Nada que me faça rir; Da definição e de mim mesma, por perder tempo com essas coisas. Adoro meu aniversário. Sempre gostei. Quando menina, lembro de uma festa que tive. Um almoço em casa com a família. Coloquei um conjuntinho estampado e um sapato preto. Tudo novo. Presentes. Para mim ele era "o sapato". Lembro de ter ganhado uma agenda da Angélica. Então, fui ao banheiro e comecei a olhar aquelas páginas, encantada, sentada no vaso. É verdade! Me lembro disso! Risos. Até que me chamaram e eu saí brava de lá. Fui resmungando até a varanda, onde estavam todos me esperando com uma torta daquelas. Acho que devo ter estampado um sorriso meio sem graça e surpreso, mas teria ficado mais tempo no banheiro lendo minha agenda nova. Sem dúvidas. Agenda essa que veio guardar muitos segredinhos e todo tipo de pensamento que me seguia. Nunca fui boa com agendas. Não sigo nenhuma proposta "organizacional" que ela dispõe. Mas eu juro que tentei!

Digo que Priscila, uma amiga que mora comigo, tem uma memória brilhante. Ela é detalhista e consegue descrever tudo que ouve e vê, de maneira impecável. Grava uma conversa como ninguém. Acho incrível. Eu já não me acho assim, apesar de conseguir lembrar de coisas que considero importantes pra mim. Minha memória às vezes me surpreende. Lembro de coisas tão distantes e, vez ou outra, me pego rindo sozinha dos dias bobos e pequenos que vivi. Até porque, acho a lembrança uma linha muito, muito especial que tecemos em nossa mente. Ela é uma caixa que arquiva tudo que fomos, fizemos e sentimos. As coisas que vimos. Eu lembro do sabor e dos cheiros que elas tem. Eu consigo me lembrar dos movimentos que fiz em algumas situações, dos olhares que dei e recebi. Lembro até das emoções que esbarraram em meu coração um dia desses aí. É estranho, mas engraçado.

Engraçado porque são coisas que vou levar comigo pra sempre e sempre. E eu não escolho me livrar delas assim, a hora que bem entendo. Lembranças só vão quando querem. Quando percebem que já está na hora de partir e deixar espaço pra outras que querem estacionar e ficar de vez. Porque na verdade, tem algumas coisas que dá vontade de plantar num monte de concreto, pra eternizar. Levar pra sempre e lembrar todos os dias. Amar esse pensamento. Gostar dele do jeito que é, sem intervenções. O dia de hoje não me trouxe só números, nem só tortas, nem só ligações do tipo "uma vez por ano". Acontece...

O dia de hoje trouxe com ele novas lembranças. Isso, lembranças do tipo "te levo pra sempre", ou "vem comigo, curtir a vida, rodar o mundo, sem olhar pra trás". E eu estou feliz por isso. Sabe? Estou mais forte. Me sinto livre. Não livre pra ir e vir. Sempre fui. Livre de mim mesma. Das dúvidas e ofensas que carregava numa malinha enfeitada. É como estar descalço. Isso, tirei as sandálias... agora eu sinto o chão!!

Obrigada pelo carinho de todos!! Obrigada de verdade! Se eu agarrar toda a felicidade que me foi desejada... tô feita! Vocês são especiais. 23 anos... e a vida segue pelo retrovisor! Abraço de urso!

Paz e bem.
Aline.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Apetece-me gritar




A vida é uma amalgama de sentimentos controversos... se é!

Paz e bem.
Aline.

Ps: Hoje é dia do poeta.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Que és feliz...

Sorri
Quando a dor te torturar
E a saudade atormentar
Os teus dias tristonhos, vazios
Sorri
Quando tudo terminar
Quando nada mais restar
Do teu sonho encantador
Sorri
Quando o sol perder a luz
E sentires uma cruz
Nos teus ombros cansados, doridos
Sorri
Vai mentindo a tua dor
E ao notar que tu sorris
Todo mundo irá supor
Que és feliz.



Sorri. Paz e bem.
Li:)

domingo, 17 de outubro de 2010

Minha alma revelada

-Leia ouvindo essa música-Hoje eu acordei pensando. Novidade. Está certo que nem sempre há sentido em tudo que passa pela minha cabeça, mas é um exercício divertido. Então pensei: E se pudéssemos revelar a nossa alma? Como um retrato, iterpretado, colorido e em alta definição? Daí colocaríamos numa moldura pra decorar um lugar especial. Eu passaria por esse lugar várias vezes só pra me ver "de fora". Mas acho que revelar a alma é mais do que uma máquina pode fazer. Não se tira cópia da alma, nem se imprime esse turbilhão de vida num espaço de papel plastificado.


Revelar a alma é transparência. É conseguir ver do outro lado sem forçar os olhos. É tradução. É uma exposição do que você é, sem rodeios e meio termos. É como obra de arte pregada em parede pública, que é examinada e censurada ao mesmo tempo. Tem notáveis imperfeições, mas mantém a sua casta. A alma não tem medo de perspectivas. Ela não se envergonha e nem se intimida. A alma não nos inspira a fraqueza. Não é disso que ela é feita. Mas a gente se esquiva disso feito um pássaro de uma nuvem carregada.


Então eu percebo que a arte nunca deixa de ser arte se eu não gostar ou não assinar o caderno do pintor. Se eu não folhear seu portifólio, que importa? O valor é só uma ficção e acho, sinceramente, que para nos assustar. Um artista nunca quer se desfazer da sua criação. Das suas palavras mescladas ou suas cores embutidas numa tela. É o seu enredo. São as suas intrigas e satisfações. É a sua versão de tudo que ouve, vê e toca. São os seus sentidos curiosos e despertos. Manisfestações.


A nossa alma revelada é a sentença mais prudente e de bom grado que podemos ter. É um preço gratuito e sem recompensas, que nunca vai exigir de nós o que deveras somos. A minha alma se revela na minha arte. A minha arte é o meu discurso, a minha oração. E é nela que eu me declaro. Não importa com que arquitetura ou se há feitio. A minha renúncia é voluntária. Eu prefiro proferir ou recitá-la, talvez. Estampar essa alma, às vezes insensível e habituada com o sofrimento, às vezes humana e compassiva. Às vezes resistente e destemida...


Matizo minha vida com um pincel e penduro no pescoço do meu destino. A minha alma é mais forte do que eu. Ela é a minha verdade desembrulhada. Mais livre do que imagino. Mas sua do que suponho. Não precisa assinar. Preze. Considere. Aprecie somente.



Paz e bem.
Aline.