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sábado, 13 de agosto de 2011

Eu sinto saudades o tempo todo mérmo.

Amora =)

Notícias rurais

E como alguns bem sabem, Aline não resiste à uma árvore. E que árvore!
Lago do IA - UFRRJ

Oi gente!

Bem, ainda estou sem acesso à internet na Universidade, mas em breve isso estará resolvido. Passarei pouco tempo online!! Minha primeira semana foi inicialmente desconfiada, como sempre sou. Mas aos poucos fui me identificando com o lugar e, pouco a pouco, com as pessoas. Minha turma tem aproximadamente 40 alunos. Boa parte deles, tem entre 18 e 20 anos. Cismei. Muitos estão ali cheios de dúvidas e nem sabem ao certo se querem mesmo cursar Ciências Sociais. Na quinta-feira, tive meu primeiro encontro com a coordenadora do curso. Foi um tempo onde ela esclareceu realmente o que significa estudar Ciências Sociais e tudo mais que estará relacionado com meus próximos 4 anos de faculdade. Confesso que deu aquele frio na barriga... agora a ficha caiu!!

Sobre o local, a Universidade é gigante. Dá pra se perder lá. Mas o pessoal dos outros períodos estão sendo super atenciosos com a gente que está chegando. Tive uma semana cheia de coisas pra fazer com eles e encerramos num fim de tarde fantástico no lago do IA. Ô lugar lindo!! Acho que sai umas poesias por lá. Até então, vou morar num alojamento com mais 5 meninas. Bem, a Universidade é incrível, com centenas de oportunidades e muita coisa boa pra contribuir pra minha vida, massss.... estrutura não tão boa. Novas vagas equivalem a mais pessoas que irão depender de tudo que o sistema oferece, sendo que eles não se prepararam para receber essas novas turmas. Resumindo: faltam salas para as aulas, faltam alojamentos para os estudantes e vários setores estão em greve. Era de se esperar. Mas minhas expectativas são boas e positivas! Só lamento muito ter que deixar o blog um pouco de lado, mas sempre que eu tiver tempo, apareço por aqui, nem que seja pra dar um oi, um desabafo... qualquer coisa! Assim vocês podem estar perto de mim... ainda que tão longe! =)

Depois vou colocar umas fotos na página "RETRATOS". Já estou lotada de coisas pra ler. E isso é só o começo. Mantenho vocês informados dessa minha aventura na Rural. Obrigada pelo carinho de quem visita o blog. Obrigada pela força, galera!! Eu tô numa boa... a gente se vê! Muitas saudades de todos! Todos mesmo! =)

Um beijo.
Fé.
Paz e bem.
Aline.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Bom dia...


Boa semana!
Tô indo...
Alguém pra me ajudar com as malas?

=P

Semana que vem conto tudo!!
#ufrrj

sábado, 6 de agosto de 2011

Minha caminhada ainda não terminou - Final.

Oi!

-A arte de rir sozinha-

Despedidas...

Ontem foi meu último dia na Jocum. Coisa mais triste, do que deixar algo que se ama com tanta intensidade, não há. Eu parecia evitar a hora de sair da casa. Passei o dia como se fosse uma sexta como todas as outras. Afinal, segunda eu estaria lá outra vez. Mas no fundo, eu sabia que aquele dia seria diferente. Meu tchau, dessa vez, seria longo. Arrumei o que restava, e decidi toda majestosa que sairia dali direto pro CCBB ver uma nova exposição. Depois de abraços corridos em cada um que ali estava, meu Deus...

Descer aquelas escadas nunca pesou tanto! Bastou o 1º degrau pra que eu desmoronasse em lágrimas. Meu choro é raro. Quando vem, é porque dói mesmo. E lá ficou eu, de pé no ponto de ônibus, chorando como uma boba. Quando eu fico frágil demais, preciso de pessoas por perto. Pessoas que eu amo me dizendo que tudo vai ficar bem. Fui pro Jardim Botânico abraçar minha mãe. Na casa, sentei no vaso e ali chorei. Seria mais romântico na margem de um rio, mas não. Foi na privada mesmo e chorei toda minha dor. Por tudo que eu estava deixando pra trás. Por tudo que eu viria a deixar.

Minha sexta, dia 05 de agosto de 2011, foi daquelas que a gente guarda a data, pra nunca mais esquecer. Nossa, eu realmente amava o meu trabalho! Todas as meninas da casa, que se tornou "um lugar pra recordar", foram muito queridas e pacientes comigo. Com minhas manias e dias em que eu acordava de mal com o mundo todo. E eu aprendi tanto com todos ali. Graça, Bel, Inês, Lieke, Priscila, Michelle, Euro, Caio, César, Sheila... muito obrigada! Compartilhar a vida e tudo mais que fizemos juntos foi uma honra pra mim. Nossas conversas, risadas, jantares, reuniões e invenções. Tanta comida!!! Eu confesso que acho que fiquei mais esperta na cozinha. Perdi o medo de panela de pressão e até encarei um fogão violento que tem na casa. Nossas idas ao Habibs, ver filmes e novelas juntos, subir e descer aquelas escadas. Estar juntos para levar esperança para aquele povo... faria tudo de novo. Era chegar ao fim do dia tão cansada e tão apaixonada como tudo começou. E as horas que eu tive com as crianças, já falei sobre isso. Elas superaram qualquer um.

Eu realmente aprendi muitas coisas. Cresci. Mudei. O mundo ficou diferente. A decisão de ir para a Universidade (2ª feira acontece a minha primeira aula! Uhulll!!) tem parte diretamente com o que eu quero construir. A minha realização pessoal será traduzir essa nova fase, daqui há alguns anos, em tudo que sempre acreditei: Um Rio de Janeiro mais justo e transformado! Entendo que preciso viver isso. E precisa ser agora. Essa convicção faz com que essas despedidas sejam mais fáceis. Mas tô em paz! É meu novo compromisso comigo mesma e com tudo que faz sentido pra mim.

Chegar em casa com tantas malas... que desânimo! Não há espaço no chão do quarto do meu irmão (Desculpa, amor! Você sabe... que graça tem seu quarto sem minhas bagunças? Já, já isso será resolvido.) para nada. Detesto fazer e desfazer as malas. Coisa mais chata, não tem. Quer dizer, tem sim!

Esse último ano eu ganhei tantas coisas boas. Conheci pessoas tão legais. Vivi experiências tão especiais. Fui corajosa e tive medo. Experimentei sensações que nunca antes havia experimentado. Fiz coisas pela primeira vez. Ganhei novos amigos. Conheci novas canções. Aprendi novas palavras e novos sorrisos. Pessoas. Muitas pessoas. Dancei!!! Cortei muito meus cabelos. Tentei deixá-los crescer... nunca mais será. Não consigo. Acabei de voltar do salão. Cortei mais um pouco. Eu gosto disso!! =) Ahh, tive raiva, ódio, vacilei, ignorei e menti. Mas ri como não ria há um bom tempo. Isso foi demais!

Pessoas mudam nossas vidas o tempo todo!

Nesse ano também ganhei um grande amigo, com quem gastei horas e horas e horas e horas conversando, e que me colocava apelidos ridículos, que pedia perdão o tempo todo, que era convencido, fazia drama como ninguém, era insuportável quando falava de música, gostava de implicar e de me irritar, desesperado e assustadoramente chato.

Mas foi o melhor amigo que eu já tive.

Eu ganhei muitas coisas que não caberiam aqui. Decidi deixar só pro meu coração guardar, porque nele cabem coisas que a vida nem imagina. E é essa vida que desajeita e ajeita tudo ao mesmo tempo. É essa vida que nos surpreende, que nos apresenta o amor, a luta, a coragem, a alegria, a dor, a fé... a poesia. Quando você menos espera, essa vida acontece e passa diante de você. Quase que não dá pra ver. Essa vida também nos força a tomar decisões quase que impossíveis. Quase que difíceis demais pra ser verdade. Abrir mão do belo é algo devastador. Depois de ter feito algo na noite passada, algo que exigiu de mim uma força que confesso não ter, eu percebi que lidar com as perdas e despedidas, para mim, tornou-se uma questão de tempo. É como se eu realmente acreditasse que o tempo pode cuidar de tudo e trazer as respostas que eu preciso para poder prosseguir. Eu estou sempre me despedindo das pessoas e pedindo, gentilmente, que elas se retirem da minha vida. Talvez isso seja mais fácil do que vê-las partir. É um tanto egoísta, eu sei. Então, antes que seja tarde demais... outra vez, vale o eterno enquanto ele durar.

Nessa mesma noite, com mãos geladas e tremendo, com os olhos inchados de tanto chorar, eu me despedi daquilo que eu aprendi a acreditar. Foi uma das coisas mais tristes que eu já fiz. O simples é bonito, mas também basta pouco pra tornar tudo muito feio. Quando contei para minha mãe, ela disse: "Nossa, Aline. Que coisa mais triste. Como você consegue [...]? Chega dar um aperto no peito [...]".

Eu ri e falei: "Não sei. Não sei como. Saberia só se eu pudesse."

Daí, eu "ganhei" uma música.


Gosto de histórias. Significados. A letra da música foi criada, inspirada num poema de Jorge de Lima (1893-1953) , que contava sobre Agnes, uma equilibrista por quem um médico se apaixona. Ele encontra no mundo do circo a satisfação de todos os seus anseios. Mas Beatriz é inatingível. É a história de um amor impossível. Ele não sabe quem ela é, de fato... Mas sabe que esse amor não pode acontecer. Numa homenagem a Beatrice Portinari, de Dante, Chico Buarque a pôs no sétimo céu, vindo a criar, então, uma de suas mais sofisticadas canções. No álbum: O Grande Circo Místico, a canção é interpretada por Milton Nascimento. Beatriz é um poema de delicada beleza. Acima, ela é tocada por Ricardo Herz, um violinista espirituoso, que nos enche de virtude a cada nota.

Olha,
Será que ela é moça?
Será que ela é triste?
Será que é o contrário?
Será que é pintura o rosto da atriz?
Se ela dança no sétimo céu
Se ela acredita que é outro país
E se ela só decora o seu papel

E se eu pudesse entrar na sua vida

Olha,Será que é de louça?
Será que é de éter?
Será que é loucura?
Será que é cenário a casa da atriz?
Se ela mora num arranha-céu
E se as paredes são feitas de giz
E se ela chora num quarto de hotel

E se eu pudesse entrar na sua vida

Sim, me leva para sempre Beatriz
Me ensina a não andar com os pés no chão
Para sempre é sempre por um triz
Ah, diz quantos desastres tem na minha mão

Diz se é perigoso a gente ser feliz

Olha,Será que é uma estrela?
Será que é mentira?
Será que é comédia?
Será que é divina a vida da atriz?
Se ela um dia despencar do céu
E se os pagantes exigirem bis
E se um arcanjo passar o chapéu
E se eu pudesse entrar na sua vida. . .



-Beatrice Portinari, de Dante-


Bem, eu não a ganhei. A deixaram comigo. Eu só preciso guardar.

Muito Obrigada! Tem coisas que a gente nunca vai esquecer...

Levo comigo...
Como tudo que passou.
A vida segue.
Para sempre é sempre por um triz...


Chega, né? Já falei demais!
Todo meu amor pra quem ler esse post gigante.
Só fique aqui!

Aline.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

FLIP 2011 - O humano além do humano.

Uma conversa sofisticada e consideravelmente cortês, aconteceu entre o cientista Miguel Nicolelis e o filósofo Luiz Felipe Pondé, na última edição da FLIP - FESTA LITERÁRIA INTERNACIONAL DE PARATY - em julho deste ano. Com muita propriedade, os debatedores nos conduzem à linhas empolgantes de opiniões. Vale a pena conferir. É só clicar aqui!

“O projeto iluminista de manipulação da natureza encontrou nas neurociências seu ponto culminante e, em Miguel Nicolelis, um de seus cientistas mais brilhantes. Mas as utopias modernas de emancipação do sujeito não cancelam nossas angústias, nossa precariedade essencial, costuma lembrar o filósofo Luiz Felipe Pondé. O confronto desses pontos de vista revela os dilemas éticos para os quais confluem ciência e filosofia.” -FLIP-


Aline.

One Day

O que é isso, hein, Anne Hathaway??? Depois de Love and Other Drugs que me despedaçou, me surge você em novembro para avassalar minha vida outra vez? É demais pra mim! Baseado no romance "One Day" de David Nicholls, o novo longa "Um dia" era tudo que eu não precisava.





Aguardando respeitosamente.
Aline.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Minha caminhada ainda não terminou - Pt.3

Malas prontas.

"A gente passa a metade da vida esperando pelas pessoas que amamos. A outra metade é deixando as pessoas que amamos."

Não estranhem meu silêncio.
Eu volto a falar.
Assim que tudo isso passar.
E um pouco mais.
Aline =/

Bom dia

A arte de saber abraçar.

Aline.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Júlia

Eu já devo ter contado por aqui, em alguma dessas centenas de posts, que eu adoro ver filmes repetidos. Decoro falas, músicas e as expressões dos personagens. A coisa é mais séria do que se possa imaginar. Mas devaneios à parte, existem alguns filmes que são especiais para mim. Alguns deles apresentam Júlia Roberts interpretando papéis assustadoramente perfeitos. Eu já devo ter contado também que Júlia é minha preferida e ponto. Não há o que se discutir.

Certo. Porque isso outra vez, Aline? Por que eu tirei a segunda-feira pra ficar em casa, à toa e vendo filmes repetidos, é claro. São quase quatro horas da tarde e eu já assisti alguns. Dentre eles, um dos melhores, sempre. E com a Srª Roberts deixando tudo muito mais cacheado e ruivo.

"O casamento do meu melhor amigo" que acabei de assistir, ainda me levará à morte algum dia. É um filme de matar. Todo amor e tortura do mundo cabem aqui nessa cena.



Para o mundo que eu quero descer! Porque ela não disse? Porqueeeee? Nada a declarar. Eu sei, Julianne. Eu sei!

Eu.
Sempre eu.

Bom dia!


Marisa.
Não tem pra ninguém.
Nobody.
Personne ne.
Nessuno.
Nikt.

domingo, 31 de julho de 2011

Minha caminhada ainda não terminou - Pt.2


Jocum RIO:

"Enquanto houver você do outro lado, aqui do outro eu consigo me orientar.
A cena repete, a cena se inverte, enchendo a minh'alma daquilo que outrora eu deixei de acreditar. Tua palavra, tua história, tua verdade fazendo escola e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar. Metade de mim agora é assim: De um lado poesia, o verbo, a saudade. Do outro lado a luta, a força e a coragem pra chegar no fim. E o fim é belo incerto. Depende de como você vê. O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só. Só enquanto eu respirar vou me lembrar de você." -TM

=(

Vai ser uma falta que não me cabe!


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Minha caminhada ainda não terminou - 1.

"Olha o palácio, tia!"
-Liandra, 3 anos-

Era um palhaço.

Hoje foi meu último dia com as crianças. Passei uma semana inteira com elas. Entre brincadeiras e muitos "separar de brigas", eu só pensava numa coisa: "Que saco ter que deixar vocês!" Há um ano eu arrumava minhas malas outra vez. Lembro de ter deixado meu guarda-roupas apenas com os cabides, um vestido preto e umas caixas que guardam coisas do meu passado. Coisas que ainda não tive coragem de jogar fora. E eu arrumei as malas com gosto! Isso porque eu estava seguindo em direção a realização de um sonho. Não havia nada mais que eu quisesse tanto em agosto de 2010 do que vir para a Jocum e iniciar uma carreira que mudaria completamente a minha vida.

Lembro da minha mãe chorando e do meu pai vindo me trazer em São Cristóvão. Lembro do meu 1º dia na casa e de cada detalhe. Eu estava tão, tão, tão feliz que seria capaz de contagiar qualquer pessoa. Nada era mais importante do que esse novo começo. A minha disposição em enfrentar qualquer barra que viesse, era maior do que eu podia imaginar. Priscila, lembro de você me recebendo no quarto e me perguntando se eu ia querer a cama de cima ou a de baixo. E então, de repente, eu estava bem. Afinal, era tudo que eu mais queria!

Daí eu vi as crianças pela 1ª vez. Naquele dia, eu tinha certeza de que passaria a gostar mais delas do que de qualquer outra coisa que fosse importante para mim. E gostei, viu? Bel me disse:

- Você precisa conquistar a confiança delas, Aline.

Conquistei, ensinei, amei, brinquei, chamei atenção e o mais legal: o que eu aprendi com elas em um ano, não troco por nenhuma outra experiência adquirida dentro de uma sala ou em um livro. Para sempre, não. As crianças tem um dom de ensinar com a vida, com o jeito, com a verdade, com a inocência, com a azeda transparência e toda a generosidade do mundo. Elas são tão parecidas com Ele, que te faz todos os dias querer ser uma pessoa melhor. Criança não tem nojo, não mede e não separa. Criança confia, acredita, tem esperança, vê luz em tudo e em todos. Criança reparte, te beija, te conforta e te faz rir. Criança imagina, inventa com o pouco, não compete e sabe perdoar. Criança não ignora, respeita as diferenças e gosta de você do jeito que você é. Ela não vê se você está calçado ou se usa perfume. Ela não se importa se você sabe falar bem ou se você não tem grana. O amor de uma criança é amor de verdade. Ela gosta de verdade. É amiga de verdade. A proteção dela por você, está além da força física, o que ela nem tem. Essa proteção está guardada e ela acredita com todas as suas forças, que realmente pode exercer cuidados sobre a sua vida.

Criança não se preocupa com o que os outros estão pensando. Não tem medo do futuro. Não ficam ansiosas e nem preocupadas. Não há mal propósitos no que fazem. Há uma vontade que nossa mente não alcança, de ser aquilo que são. Sem expectativas ou ressentimentos. Elas são a melhor coisa do mundo e mais do que nunca, me fizeram entender Deus. Nesse tempo, eu aprendi que não há nada que eu faça de tão grandioso, afim de chamar a atenção delas, que seja mais legal do que uma simples hora sentada na calçada jogando conversa fora. Ouvindo o que elas tem a dizer e vivendo cada dia, como únicos que, de fato, são.

VIVER AQUI NO TUIUTI FOI A MELHOR COISA QUE ME ACONTECEU!

Não há nada nesse mundo mais precioso do que compartilhar a sua vida. Eu posso ter conhecido pessoas e ter aprendido coisas novas com essas pessoas. Posso ter dado com a cara no chão, ter chorado, ter errado e ter me arrependido. Ou não. Posso ter gostado, ter ignorado, ter voltado atrás e ter tentado outra vez. Eu conheci novas palavras, novas músicas, novas posturas. Encontrei e reencontrei corações especiais. Vi drogados de perto. Vi meninos vivendo na rua de perto. Vi pessoas em estado de degradação total da dignidade. Vi meninas se prostituindo. Vi traficantes vendendo drogas. Vi gente armada até os dentes. Vi gente sendo humilhada. Vi mulher apanhando. Vi gente morta na rua. Eu vi a vida passar...

Fiz pouco.

Eu entendo que ir para a Universidade hoje, representa um tempo que precisa ser cumprido em minha vida. E vou cumprir! Arrumar as malas, ainda que a faculdade seja um outro sonho, não tem (nem de longe) o mesmo gosto que teve quando fiz isso o ano passado. Eu tô indo embora e deixando grande parte do meu coração aqui. Mas apesar de ser assim, eu estou em paz. Tudo fica muito pesado quando não se vê propósitos. O meu maior desejo é que a mesma garota que há 8 anos descobriu o que veio fazer no mundo, continue a olhar pra vida com aquela velha esperança, ainda que seja difícil. Ainda que outros caminhos. Ainda que a dor....

Bem... depois eu continuo. É demais pra mim. =(

quinta-feira, 28 de julho de 2011