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quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Robin Williams alfineta



Nesta segunda-feira, durante entrevista a David Letterman, no Late Show, o ator Robin Williams fez uma piada em relação a vitória do Rio para sediar as olimpíadas de 2016. Durante a estrevista, o ator disse que o Brasil mandou à Copenhague, lugar onde ocorreu a eleição das cidades, 50 strippers e meio kilo de pó. Fazendo menção à Chicago, disse que a cidade americana já enviou Oprah Winfrey e Michelle Obama. Completou a piada achando injusto, pois afirmou "desigualdade de condições". O assunto percorreu a internet durante toda semana e mexeu com o ego de milhares de brasileiros e cariocas. Digamos que acharam "ofensiva" a piada e por isso, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos, estuda processar o ator pelas declarações feitas.

Sinceramente, claro que não é nada bonito para a imagem do Brasil esse tipo de comentário. Que feio Robin! Mas eu também acho meio difamador um helicóptero da polícia cair durante um confronto, os políticos corromperem o governo, alagamentos, apagões, centenas de pessoas vivendo nas ruas, o crack dominando vidas, a prostituição infantil, a relação fofa de polícia e bandido, o descaso com o meio ambiente, a indiferença com a saúde e educação, a violação do artigos dos direitos humanos e tantas outras coisas chatas que acontecem no Brasil. Mas poxa, o que o Robin falou, realmente... 50 strippers e meio kilo de pó. É...

Como disse um repórter, o Brasil se comporta como uma mulher gorda de 300kg que não gosta de ser chamada de gorda! Processar o Robin Williams? Hum? Brasil, eu amo minha nação e tenho esperança que tudo que acontece aqui vire um dia um passado bem enterrado, mas é que existem umas coisas pendentes pra nossa "liderança" se preocupar um pouquinho mais, não acham? Nosso prefeito disse que isso é "uma dor de corno". Oras prefeito, não fala assim! Robin fez um filme do Peter Pan! Mas pensando bem, se a carapuça servir, eu bem sei um país que ele vai querer visitar!!

Ó PÁTRIA AMADA, IDOLATRADA, SALVE, SALVE..

Paz e bem.

Aline.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

I can do it...

Eu não mereço tanto...

Adoro crianças, pois elas tem uma sinceridade muito peculiar. Engraçado como desde pequenas, elas aprendem a "rotular" as pessoas e a criarem um padrão do que é normal ou não para uma pessoa de acordo com a idade dela. Acho que o fato de eu estar solteira, tem incomodado algumas crianças... Reparem no que algumas disseram pra mim este ano.

Caíque - 6 anos:

- Aline, porque você não tem namorado?
- Ah amor, porque a Line não conheceu ninguém legal ainda.
- Você tem que ir lá na minha igreja que tem um monte de menino no ministério de louvor...

*E aí? É só eu escolher?

Maria Clara - 5 anos:

- Você tem namorado?
- Não, ainda não...
- Porque?
- Porque não tenho...
- Hum... Péra aí...
- Pra você colocar na sua casa e arrumar um namorado!

*Me deu um "casalsinho" de porcelana se beijando. E agora? É só acender uma vela? Rs...

Izadora e amiguinha -(10 anos):

- Aline, você tá casada? - amiguinha.
- Não, estou solteiríssima!
- Ih menina! - Izadora - Você não sabe? Aline não gosta de namorar!

*Hum? Como assim?

Paz e bem.
Aline.

Saudade



Se me esqueceres, só uma coisa, esquece-me bem devagarinho...

Já em 2020...

Mais uma muito boa das ONGs ambientalistas. Líderes idosos, pedindo desculpas pela falta de ação. Fonte:http://www.g1.globo.com

"Desculpe, nós poderíamos ter impedido mudanças climáticas catastróficas... mas não impedimos".






Paz e bem...

Pra eles e pro planeta!!

Aline.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia mundial contra a AIDS.

Por que eu sei que é amor, que eu não quero nada em troca...



Fé é a cura!
Paz e bem.

Aline.

Twittei de vez

Decidi atualizar meu Twitter. Quando conheci o programa achei meio chato, mas depois que você começa a participar pra valer, não quer mais sair. É uma ferramenta onde você se diverte, se informa, se comunica e mesmo assim nem se compara com o Orkut, onde você praticamente não tem privacidade. No Twitter, por mais que você diga "o que você está fazendo agora", ainda dá pra se manter na discrição. Também é um meio para eu divulgar meu blog... Pra isso preciso mantê-lo sempre atualizado, coisa que nos últimos dias está meio difícil, pois comecei uma semana "pedreira".

Com isso, se alguém lê Aline, poderá me seguir também no Twitter a partir de agora.

Paz e bem.

Aline.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Caixotes de feira.

Meu blog não é pra dar dicas de moda nem de decoração, mas quando estava morando em Vitória, ajeitamos uma quitinete para eu ficar. Fiz mil planos de decoração, mas aí eu ia vendo como as coisas eram meio caras e aos poucos fui me contentando com o que dava pra ter. Mas como sempre gostei de arte costumizada, conheci a idéia de juntar caixotes de feira com cor e criatividade. Encontrei cada um lindo, mas só dei um jeitinho em um para colocar em meu banheiro, bem simples. É uma ótima idéia, de baixo custo e de muito bom gosto. Comprei cada um por sessenta centavos. No meu, eu colocava toalhas de banho enroladas, papel higiênico e outros objetos. Dá pra inventar diversos... Lembrei disso porque estou aqui no quarto onde fica nosso computador e estou tendo umas idéias bem coloridas! Veja como pode ficar super legal.









Cada idéia "massa", viu?! Risos... Onde encontrar? Ah, dá um papo no "moço da feira", no do sacolão perto da sua casa... Vai no Seasa!

Paz e bem

Line:)

Cãos e livros



Acho que encontrei uma boa aparência para meu blog. Até que ficou bem leve e mais parecido comigo. É meu terceiro dia em casa e chove aqui. Marley, nosso cachorro, está a cada dia mais impossível. Ele não respeita ninguém e não leva nada a sério... Acho que só pode ser resultado do nome o qual batizamos ele. Eu disse que era pra colocar outro, mas ninguém me ouviu. No filme Marley e eu, o labrador tem um comportamento assustador. Quem assistiu, sabe. Enfim, nada passa por ele. Já o Kangoo está cada vez mais "burguês". Cachorros...

Mudando de assunto, estou lendo o livro que tanto queria, Ensaio sobre a cegueira, de José Saramago. Comprei quando estive na Bienal em Vitória. Como estava quente aquele dia... Viviane me fez companhia e em plena feira do livro respondeu à um atendente da Saraiva que não gostava de ler. Ela teve que repetir a resposta duas vezes porque ele, meio incrédulo, também repetiu a pergunta. Sinceridade é uma virtude, amiga...
Já estou chegando ao final e confesso que não era o que esperava da leitura. A história é meio deprimente, apesar de apresentar a natureza humana como ela realmente é. Uma literatura confusa e que requer atenção em cada linha. É um livro sujo, chafurda, mas que nos faz temer a humanidade frente à uma situação de caos total. Uma epidemia de cegueira. Cada personagem é desafiado a superar e cultivar os valores básicos de uma sociedade, mesmo sendo levados a agirem como animais egoístas na luta pela sobrevivência. Puro instinto. De qualquer forma, ainda não terminei e por isso pode ser que ao final eu tenha uma outra percepção do que Saramago quis nos transmitir. Até então, de uma coisa eu sei... Eu nunca mais vou ver a cegueira com os mesmos olhos.

Paz e bem.

Aline:)

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Retornando

Meus últimos dias em Vitória foram bem legais. Depois da decisão de voltar para minha cidade e para uma "vida" da qual havia decidido me distanciar um pouco. Acho que o ser humano tem essa necessidade de se isolar um tempo da sua rotina e de tudo que está ao seu redor. Fiz e não me arrependo. Foi ótimo... deu um gás pra continuar! Mas voltando à Vitória, tive uma última semana corrida, ansiosa, triste e muito gratificante. Em cinco meses conheci pessoas divertidas e encantadoras que compartilharam momentos únicos ao meu lado. Estreitei o laço com meus familiares capixabas, tentei ajudar algumas pessoas com o que de bom existe dentro de mim, trabalhei, me sustentei, ri, li, chorei. Aprendi um monte de coisas, amadureci mais, senti falta, me senti sozinha às vezes, fui à praia e coloquei um piercing. Descobri que não sou tão forte quanto pensava ser e foi na minha fraqueza que entendi que poderia ganhar forças, desde que reconhecesse isso.

Conheci algumas pessoas, dentre elas Aretha, Waléria e Viviane. Três mulheres absolutamente diferentes, mas adorei todas, cada uma no seu jeito. Se eu fosse definí-las com músicas, daria "Leilão" pra Arerê xeléu-xeléu, "Canção da América" pra Wal e pra Vivi o último trecho de uma música da Fergie que diz: But I've gotta get a move on with my life... It's time to be a big girl now and big girls don't cry. Meninas que me fizeram tão bem e que nunca vou me esquecer do tempo que passamos juntas. Valeu cada segundo. Vou sentir saudades, viram? Também teve a Alê e a Dora, duas primas tão, tão lindas e especias. Não esquecendo os outros que também fazem parte de toda essa "muvuca" que às vezes é minha vida! Valeu a paciência gente!

Enfim... muitos dias bons e retornei profundamente grata por toda recepção que tive por lá, todo carinho e cuidado que tiveram comigo. Sei que deixei saudades e trouxe um bocado comigo também. Vitória é um ótimo lugar pra se viver. Recomendo! Viveria lá tranquilamente por longos anos... Mas sabe como é né? Vem Deus e muda tudo... e por isso sou mais grata ainda.

Que bom! Estou de volta...

Paz e bem.

Aline.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Missionário: Adote uma igreja.

Por Daniela Xavier.

Jocumeiros ou não. Brasileiros ou não. Meu objetivo não é a de levantar polêmicas. A sedução dos holofotes não me têm atraído, especialmente nesse nosso tempo que considero muito tenso e carente de saúde, em todos os níveis. A reflexão auto-crítica certamente será uma luz de Deus em meio as trevas. Ainda que alguns tentem negá-las, elas estão diante de nós.

Quando pensamos na chamada “Obra Missionária” (afinal, ainda há esperança, alguns pensam nela…), nos remetemos a um universo muito particular. São muitos os meandros, as estruturas, linhas, condutas e estratégias. Quem está diretamente envolvido nela, normalmente se encontram completamente esgotados, cansados, consumidos. São muitos compromissos, responsabilidades e demandas. A seara é grande, mas são poucos os ceifeiros. Nesse “universo” temos dialético, códigos de acesso, práticas comuns, e até regras específicas.

Todo esse processo, contudo, não é de hoje. É histórico. Já existe no Brasil, mesmo com o pouco tempo de “país enviador”que temos, um “conceito”, mesmo que de senso comum, daquilo que se entende como “missionário”. Já temos uma cara. Quer gostemos dela ou não. E quem a fez foi um processo histórico de relacionamentos que nós mesmos construirmos ao longo do tempo. Se ele é bom, glória a Deus. Se ele é mal… precisamos corrigir nosso erro. E sermos humildes o suficiente para isso. Eu considero que, no geral, ainda deixamos muito a desejar.

Os fatores negativos mais comuns e que marcam nossa imagem, no meu ponto de vista, são as seguintes:

-Missionário tem vida boa e ama viajar;
-Missionário vive pedindo dinheiro;
-Missionário não gosta de trabalhar;
-Missionário não tem amor à família.

E ainda tem outros excessos que beiram a ridicularidade: missionário casa? Missionário pode ir à praia?

Fico me perguntando: será que isso é apenas falta de visão e ignorância por parte da Igreja? Será que não temos uma parcela de responsabilidade nisso? Será que temos a capacidade de olhar essa realidade com uma visão mais ampliada que inclua uma reflexão histórica e auto-crítica?

Nosso procedimento é determinante para a perspectiva de “Missionário” que a Igreja terá. E mais, será determinante para a perspectiva de Missões desta igreja.

Penso que nós missionários, a Igreja Externa, a Igreja fora dos portões, precisamos rever nosso ministério não somente do lado de fora do templo, mas também nosso ministério dentro do templo. Ainda temos aquela responsabilidade de sermos padrão dos fiéis, modelos do rebanho.

Nos preocupamos demais com a abrangência do nosso ministério em nossas organizações e bases. Nos preocupamos em discipular nações, nos preocupamos com várias coisas e esquecemos, muitas vezes, que “nosso” ministério está vinculado ao Corpo de Cristo, em todas as suas manifestações.

Eu acredito que precisamos rever nosso modelo de relacionamento com a Igreja, no sentido específico. A Igreja local. A comunidade. Muitos missionários sequer frequentam Igrejas aos domingos. Mesmo diante de muitas dificuldades financeiras, que existem mesmo, não as nego, devemo rever nosso senso de prioridades.

Muitos de nós sofremos injustiças, é verdade. Muitos de nós fizemos o que deveria ser feito e mesmo o que estava além de nossas forças. Tem lideranças que realmente não conseguem enxergar a Grande Comissão. Ainda temos sim muitos de nós que andam a pé horas para chegar em igrejas do sertão. Que economizam para pregar em vilas. Que tem compromisso com igrejas do seu campo missionário. Mas infelizmente muitos de nós também temos negligenciado isso.

Tenho de concordar com amigos de várias organizações que dizem: o maior impecílio para a obra missionária são os pastores! Isso é muito triste. Mas é uma verdade paralela à nossa realidade. São muitas as histórias de missionários e pastores feridos por brigas e desentendimentos.

Mas acho que podemos sim tomar a iniciativa e nos apresentarmos como servos. Servos que se doem para que, por onde passarem, a chama da paixão pela obra se espalhe nos corações.

Pela graça de Deus temos tido muitos privilégios de aprender. Poderíamos somar bastante e termos um papel central no amadurecimento da Igreja na cristologia e na missiologia, para um novo tempo. O campo misisonário é a melhor escola teológica. Temos vivido isso. E estamos deixando de lado uma grande oportunidade de servir e mesmo fazer missões e discipular nações!

Quero te desafiar a algo meio inusitado:

Missionário: adote uma igreja.

Não preciamos nos render ao emaranhado de desculpas que usamos. A Igreja brasileira não é uma igreja missionária ainda. Estamos nos primeiros passos. Ainda seremos muito incompreendidos, mal sustentados, esquecidos, abandonados no campo. Mas precisamos pagar o preço de enfrentar essas mazelas e dar nossa parcela de contribuição para o fortalecimento da Igreja de Jesus. No procedimento, na fé, na pureza, no amor.

Você pode tomar a iniciativa. Adote uma igreja. Sirva nela. Seja o braço direito do pastor que está sozinho lá no interior. Ajude na Escola Bíblica. Dê cursos. Escreva cartas informativas e permita que outros participem de se ministério, orando por você e quem sabe até contribuindo. O Reino de Deus é feito por relacionamentos. Explique a eles o que é missões… Jesus deu tudo de si sem esperar nada em troca. Siga seu exemplo… dê a sua vida pelos irmãos (I Jo 3:16).

Missionário: adote uma igreja!

-Texto de Daniela Xavier, missionária de Jocum em Curitiba. Extraído do site de Jocum Brasil, parte da "Trilogia da Adoção".

Conheça Jocum: www.jocum.org.br

Paz e Bem.

Aline.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre o Tragus

Amigos...

Coloquei um novo piercing na orelha. Do jeito que eu sempre quis... Apesar de ser do tipo que produz uma careta em todos que olham. Tipo: "Nossa, credo... Deve ter doído demais!" E sim... doeeeu! E está doendo mais ainda agora. Mas faz parte do processo de cicatrização. Estou cuidando direitinho e até fazendo uma dieta por causa das retrições com comida, usando os remédios e blábláblá. A cicatrização acontece de dois meses a um ano, isso porque foi na cartilagem e como a cartilagem da minha orelha é bem dura, foi heavy metal, assim diria uma colega.

Eu não tenho preconceitos em relação à piercings, só em lugares bizarros, indiscretos e exagerados. A minha tia disse que era pra eu sossegar com minha dor porque isso não é nada diante da dor do parto. Eu disse à ela que o parto normal, é normal, ou seja... Lá foi feito pra sair algo. Tem toda a natureza humana cosnpirando a favor, oras! Agora... colocar um "Tragus" é mexer onde está quieto, né? Mas eu fiz tudo como se devia fazer. Lugar certo, limpo, etc. e tal. Ah, tomara que fique jóia!Do contrário, vou ter que tirar. Enquanto isso, eu vou aguentando a minha dor... O meu parto! Risos.

Continuação...

Não faz nem um mês ainda que coloquei o Tragus e ele está ótimo. Acho que essa coisa da recuperação é muito relativo. O meu não inflamou e nem sequer saiu nada, mas também fui radical na primeira semana. Passei à pão integral, iogurte, leite, miojo, etc. Não comi nada mesmo que pudesse interferir na cicatrização. Com isso, está super tranquilo! Claro que os primeiros dias foram péssimos. Achei que minha orelha fosse cair em algum momento. Doeu horrores, mas passou! Não me arrependo e estou hiper feliz com o resultado. Ficou um charme!

Paz e bem!

Aline:)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mudou!

O nome do blog mudou gente! Espero que tenham gostado. A aparência vai mudar em breve também.

Até...

Line.

sábado, 24 de outubro de 2009

Por enquanto

Estar em casa sempre vai produzir em mim a sensação de estar num lugar que é meu. É como se eu não precisasse de mais nada e tudo que eu encontro aqui me bastasse. Amanhã é meu aniversário e decidi me dar de presente minha família. Não encontrei nada melhor para esse domingo especial. Afinal, é sempre muito bom completar mais um ano de vida ao lado de quem realmente se importa com você... haja o que houver! E eu nem me preocupo com o tempo, se é pouco ou muito. Vale o tempo que for...

Hoje, dia 24, cheguei bem cedo na rodoviária do Rio. Gosto de viajar do lado da janela. Diante de todo incômodo de passar oito horas sentada, parece menos incômodo, se é que me entende. Mas tive que ceder meu lugar para um casal oriental que chegou com uma menininha. Eles estavam separados e pediram para eu trocar para que pudessem sentar juntos. Sem problemas, é claro! Quando que eu vou conseguir dizer não? Sobrou pra mim a cadeira do corredor. Passei as oito horas me contorcendo toda. Às vezes, quando o sono me pegava por um breve momento, eu despertava com dores nos ombros, perna dormente, lençol no chão e travesseiro sem a fronha. Incrível, porque nem na minha cama eu faço tanta bagunça assim. Ao meu lado veio uma menina que iniciou a viagem ouvindo música. Era engraçado porque horas ela, de olhos fechados, cantava trechos da música em voz alta. Acho que nem percebia. Procuro evitar ir ao banheiro durante essas viagens. Não gosto e acho a pior parte. É o mesmo que fazer xixi dançando uma coreografia de Axé Music. Nossa, desesperador! Mas não pude me conter. No ônibus também haviam alguns rapazes de uns 3 metros cada. Risos... Eram grandes e os rotulei de Os meninos do basquete. Não sei se jogam basquete, apenas imaginei. Então, indo para o banheiro naquela escuridão, tropecei nas pernas de alguns deles que estavam esticadas pelo corredor. Coitados. Não cabia naquele espacinho entre uma cadeira e outra. E eu ainda pedi desculpas. Não devia ser ao contrário? Quem quase caiu foi eu! Enfim, fui ao toalete e... Bem, cheguei ao Rio! Nada como um banheiro estático!

Fiquei em média uma hora esperando meu irmão aparecer. A rodoviária estava bem cheia e agitada. Acho interessante esses lugares porque por ali passa uma diversidade incrível de pessoas. Tem gente de todo tipo, cor, jeitos... Aí vi também cenas muito legais. Encontros, reencontros, abraços rápidos e demorados, beijos frios e quentes. Tinha gente ansiosa, dormindo pelos cantos, gente empolgada, gente correndo... Tanta gente! Mas eu gostei mesmo dessa coisa do reencontro. Aí já sabe, né? Fiquei pensando nos reencontros da vida. Pensei que a gente encontra as coisas por acaso ou porque procura. Ou mesmo porque tinha que encontrar. Na verdade não acredito no acaso. E reencontramos também pela mesma razão. E eu sinto que reencontrar alguma coisa, que talvez se tenha perdido em algum momento da vida, pode ser algo tão especial... Porque acho que só afirma o fato de que você não pode viver sem.

E a vida vem e passa cheia de ofertas arrasadoras para que você se sinta satisfeito ou se complete... com as milhares de possibilidades que ela tem pra gente. Mas aí você percebe que só pode ser feliz de verdade quando você reencontra aquilo que encontrou um dia e decidiu, por livre e espontâneo amor, levar contigo por todos os dias... dessa vida.

Sinto que estou vivendo um reencontro e dessa vez espero que não se perca...

A vida é feita disso... De encontros e reencontros...
Idas e vindas!
Obrigada Senhor...
Nada pode apagar o que o tempo escreveu dentro de mim...

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...

...Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...


Estou em paz...

e bem!

Aline:)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Se liga!

Algo está para acontecer... Mas o assunto é outro!

Mas amigos leitores... Tudo bem! Em breve novo texto! Mas tem uma novidade e você precisa ficar ciente!! O meu blog vai ficar de cara nova e domínio novo!! Mas isso não é pra agora! Só quero alertar você para o novo nome do blog que será:

euleioaline.blogspot.com
Anote aí! Em breve a mudança será feita!! É hora de mudanças... é tempo de assumir e de resgatar!!!! O bom é que ainda há tempo...
Abraço à todos!!
Paz e bem...
Aline.
Ps.: Dia 25 é meu aniversário... pra quem não sabe!! Risos...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Três recados

Comprei três livros em setembro. O primeiro foi "A cidade do sol", de Khaled Hosseini. Li em dois dias porque não consigo esperar pra saber o final da história. O livro é fantástico, apesar de trazer uma realidade muito sofredora. Capaz de emocionar qualquer um, costumo dizer que ele deveria ser lido por mulheres de todo o mundo. Achei lindo e comovente. Como sempre levantei a bandeira (apesar de não estar a balançando no momento) pelos "povos distantes", deixo registrado aqui em meu blog o respeito que tenho pela memória daquelas mulheres que são diariamente sufocadas pela falta desse respeito. In memorian é fácil, né?! Quer emoção com lágrimas, sustos e momentos onde dá aquela vontade de entrar na história e esganar o vilão? Eu recomendo então "A cidade do Sol"!

O segundo foi "Sem medo de viver", de Max Lucado. Não diferente das dezenas de livros que ele já escreveu, nesse ele toca fundo em nosso medroso inconsciente moderno. Trata-se de uma leitura recomendada para todos que estão encarando desafios, mudanças, insegurança ou algo totalmente desconhecido. Um ótimo livro, mas já li melhores do autor. Se está buscando vencer esse desafio, Max nos encoraja a viver com menos medo e mais fé. Claro que ler esse livro não vai te libertar de nada que esteja sentido, mas pode trazer paz e conforto... Se estiver disposto a encarar o monstro do armário! Quer pular? Eu recomendo "Sem medo de viver".


O último que comprei ontem e terminei de ler hoje foi "A cabana". Lembro que havia pego ele na internet, mas nunca tinha parado pra ler. Tinha interesse, mas não o bastante. Quando cheguei à livraria ontem, fui intencionada a comprar -Ensaio sobre a cegueira- de José Saramago. Quero muito ler esse livro (ainda mais porque quando fui fazer meu cadastro na biblioteca da Transcol, onde posso pegá-lo de graça, fui impedida pelo fato de não ter nenhum documento que comprovasse minha residência em Vitória. Minha identidade natal ficou abalada. Falarei sobre isso outra hora. Puro preconceito!), mas ele estava além do que eu podia pagar naquele momento. Então andando entre aquele mundo encantador que é a livraria, eu deparei com uma pilha de "A cabana". Peguei um e continuei olhando os outros. Com um ar não muito satisfeito, decidi por ele mesmo, afinal um livro que está na lista dos mais vendidos no mundo, não pode ser tão ruim assim.

Bem... não tenho o que dizer sobre ele, apesar de não ser novidade a mensagem que ele trás, pelo fato de em algum momento da minha vida eu ter vivido essa experiência. Não sei onde isso se perdeu... Juro que faltam palavras. Estou processando tudo que li. Apenas que superou todas as minhas expectativas. Veio na hora certa! Isso é incrível! Poderia ter comprado outro... Mais do que nunca estou percebendo que Deus, diante de qualquer pessoa que seja, é o Único capaz de apostar em mim mesmo vendo que minha corrida é tão, tão lenta. Ele deve mesmo saber que no final dela sou eu quem vai alcançar a linha de chegada. O livro é perfeito, pra quem quiser que ele seja. Quer a vida com abundância prometida, encontrar Deus e relacionamento com um "trio parada dura"? Leia "A cabana". Mais do que qualquer outro, não só recomendo como te daria de presente se pudesse! Desfrute...

Se o mundo conhecer a Ti...

Sempre...

Aline.