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segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Sobre o Tragus

Amigos...

Coloquei um novo piercing na orelha. Do jeito que eu sempre quis... Apesar de ser do tipo que produz uma careta em todos que olham. Tipo: "Nossa, credo... Deve ter doído demais!" E sim... doeeeu! E está doendo mais ainda agora. Mas faz parte do processo de cicatrização. Estou cuidando direitinho e até fazendo uma dieta por causa das retrições com comida, usando os remédios e blábláblá. A cicatrização acontece de dois meses a um ano, isso porque foi na cartilagem e como a cartilagem da minha orelha é bem dura, foi heavy metal, assim diria uma colega.

Eu não tenho preconceitos em relação à piercings, só em lugares bizarros, indiscretos e exagerados. A minha tia disse que era pra eu sossegar com minha dor porque isso não é nada diante da dor do parto. Eu disse à ela que o parto normal, é normal, ou seja... Lá foi feito pra sair algo. Tem toda a natureza humana cosnpirando a favor, oras! Agora... colocar um "Tragus" é mexer onde está quieto, né? Mas eu fiz tudo como se devia fazer. Lugar certo, limpo, etc. e tal. Ah, tomara que fique jóia!Do contrário, vou ter que tirar. Enquanto isso, eu vou aguentando a minha dor... O meu parto! Risos.

Continuação...

Não faz nem um mês ainda que coloquei o Tragus e ele está ótimo. Acho que essa coisa da recuperação é muito relativo. O meu não inflamou e nem sequer saiu nada, mas também fui radical na primeira semana. Passei à pão integral, iogurte, leite, miojo, etc. Não comi nada mesmo que pudesse interferir na cicatrização. Com isso, está super tranquilo! Claro que os primeiros dias foram péssimos. Achei que minha orelha fosse cair em algum momento. Doeu horrores, mas passou! Não me arrependo e estou hiper feliz com o resultado. Ficou um charme!

Paz e bem!

Aline:)

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Mudou!

O nome do blog mudou gente! Espero que tenham gostado. A aparência vai mudar em breve também.

Até...

Line.

sábado, 24 de outubro de 2009

Por enquanto

Estar em casa sempre vai produzir em mim a sensação de estar num lugar que é meu. É como se eu não precisasse de mais nada e tudo que eu encontro aqui me bastasse. Amanhã é meu aniversário e decidi me dar de presente minha família. Não encontrei nada melhor para esse domingo especial. Afinal, é sempre muito bom completar mais um ano de vida ao lado de quem realmente se importa com você... haja o que houver! E eu nem me preocupo com o tempo, se é pouco ou muito. Vale o tempo que for...

Hoje, dia 24, cheguei bem cedo na rodoviária do Rio. Gosto de viajar do lado da janela. Diante de todo incômodo de passar oito horas sentada, parece menos incômodo, se é que me entende. Mas tive que ceder meu lugar para um casal oriental que chegou com uma menininha. Eles estavam separados e pediram para eu trocar para que pudessem sentar juntos. Sem problemas, é claro! Quando que eu vou conseguir dizer não? Sobrou pra mim a cadeira do corredor. Passei as oito horas me contorcendo toda. Às vezes, quando o sono me pegava por um breve momento, eu despertava com dores nos ombros, perna dormente, lençol no chão e travesseiro sem a fronha. Incrível, porque nem na minha cama eu faço tanta bagunça assim. Ao meu lado veio uma menina que iniciou a viagem ouvindo música. Era engraçado porque horas ela, de olhos fechados, cantava trechos da música em voz alta. Acho que nem percebia. Procuro evitar ir ao banheiro durante essas viagens. Não gosto e acho a pior parte. É o mesmo que fazer xixi dançando uma coreografia de Axé Music. Nossa, desesperador! Mas não pude me conter. No ônibus também haviam alguns rapazes de uns 3 metros cada. Risos... Eram grandes e os rotulei de Os meninos do basquete. Não sei se jogam basquete, apenas imaginei. Então, indo para o banheiro naquela escuridão, tropecei nas pernas de alguns deles que estavam esticadas pelo corredor. Coitados. Não cabia naquele espacinho entre uma cadeira e outra. E eu ainda pedi desculpas. Não devia ser ao contrário? Quem quase caiu foi eu! Enfim, fui ao toalete e... Bem, cheguei ao Rio! Nada como um banheiro estático!

Fiquei em média uma hora esperando meu irmão aparecer. A rodoviária estava bem cheia e agitada. Acho interessante esses lugares porque por ali passa uma diversidade incrível de pessoas. Tem gente de todo tipo, cor, jeitos... Aí vi também cenas muito legais. Encontros, reencontros, abraços rápidos e demorados, beijos frios e quentes. Tinha gente ansiosa, dormindo pelos cantos, gente empolgada, gente correndo... Tanta gente! Mas eu gostei mesmo dessa coisa do reencontro. Aí já sabe, né? Fiquei pensando nos reencontros da vida. Pensei que a gente encontra as coisas por acaso ou porque procura. Ou mesmo porque tinha que encontrar. Na verdade não acredito no acaso. E reencontramos também pela mesma razão. E eu sinto que reencontrar alguma coisa, que talvez se tenha perdido em algum momento da vida, pode ser algo tão especial... Porque acho que só afirma o fato de que você não pode viver sem.

E a vida vem e passa cheia de ofertas arrasadoras para que você se sinta satisfeito ou se complete... com as milhares de possibilidades que ela tem pra gente. Mas aí você percebe que só pode ser feliz de verdade quando você reencontra aquilo que encontrou um dia e decidiu, por livre e espontâneo amor, levar contigo por todos os dias... dessa vida.

Sinto que estou vivendo um reencontro e dessa vez espero que não se perca...

A vida é feita disso... De encontros e reencontros...
Idas e vindas!
Obrigada Senhor...
Nada pode apagar o que o tempo escreveu dentro de mim...

Mudaram as estações, nada mudou
Mas eu sei que alguma coisa aconteceu
Está tudo assim tão diferente...

...Mesmo com tantos motivos pra deixar tudo como está
Nem desistir, nem tentar agora tanto faz
Estamos indo de volta pra casa...


Estou em paz...

e bem!

Aline:)

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Se liga!

Algo está para acontecer... Mas o assunto é outro!

Mas amigos leitores... Tudo bem! Em breve novo texto! Mas tem uma novidade e você precisa ficar ciente!! O meu blog vai ficar de cara nova e domínio novo!! Mas isso não é pra agora! Só quero alertar você para o novo nome do blog que será:

euleioaline.blogspot.com
Anote aí! Em breve a mudança será feita!! É hora de mudanças... é tempo de assumir e de resgatar!!!! O bom é que ainda há tempo...
Abraço à todos!!
Paz e bem...
Aline.
Ps.: Dia 25 é meu aniversário... pra quem não sabe!! Risos...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Três recados

Comprei três livros em setembro. O primeiro foi "A cidade do sol", de Khaled Hosseini. Li em dois dias porque não consigo esperar pra saber o final da história. O livro é fantástico, apesar de trazer uma realidade muito sofredora. Capaz de emocionar qualquer um, costumo dizer que ele deveria ser lido por mulheres de todo o mundo. Achei lindo e comovente. Como sempre levantei a bandeira (apesar de não estar a balançando no momento) pelos "povos distantes", deixo registrado aqui em meu blog o respeito que tenho pela memória daquelas mulheres que são diariamente sufocadas pela falta desse respeito. In memorian é fácil, né?! Quer emoção com lágrimas, sustos e momentos onde dá aquela vontade de entrar na história e esganar o vilão? Eu recomendo então "A cidade do Sol"!

O segundo foi "Sem medo de viver", de Max Lucado. Não diferente das dezenas de livros que ele já escreveu, nesse ele toca fundo em nosso medroso inconsciente moderno. Trata-se de uma leitura recomendada para todos que estão encarando desafios, mudanças, insegurança ou algo totalmente desconhecido. Um ótimo livro, mas já li melhores do autor. Se está buscando vencer esse desafio, Max nos encoraja a viver com menos medo e mais fé. Claro que ler esse livro não vai te libertar de nada que esteja sentido, mas pode trazer paz e conforto... Se estiver disposto a encarar o monstro do armário! Quer pular? Eu recomendo "Sem medo de viver".


O último que comprei ontem e terminei de ler hoje foi "A cabana". Lembro que havia pego ele na internet, mas nunca tinha parado pra ler. Tinha interesse, mas não o bastante. Quando cheguei à livraria ontem, fui intencionada a comprar -Ensaio sobre a cegueira- de José Saramago. Quero muito ler esse livro (ainda mais porque quando fui fazer meu cadastro na biblioteca da Transcol, onde posso pegá-lo de graça, fui impedida pelo fato de não ter nenhum documento que comprovasse minha residência em Vitória. Minha identidade natal ficou abalada. Falarei sobre isso outra hora. Puro preconceito!), mas ele estava além do que eu podia pagar naquele momento. Então andando entre aquele mundo encantador que é a livraria, eu deparei com uma pilha de "A cabana". Peguei um e continuei olhando os outros. Com um ar não muito satisfeito, decidi por ele mesmo, afinal um livro que está na lista dos mais vendidos no mundo, não pode ser tão ruim assim.

Bem... não tenho o que dizer sobre ele, apesar de não ser novidade a mensagem que ele trás, pelo fato de em algum momento da minha vida eu ter vivido essa experiência. Não sei onde isso se perdeu... Juro que faltam palavras. Estou processando tudo que li. Apenas que superou todas as minhas expectativas. Veio na hora certa! Isso é incrível! Poderia ter comprado outro... Mais do que nunca estou percebendo que Deus, diante de qualquer pessoa que seja, é o Único capaz de apostar em mim mesmo vendo que minha corrida é tão, tão lenta. Ele deve mesmo saber que no final dela sou eu quem vai alcançar a linha de chegada. O livro é perfeito, pra quem quiser que ele seja. Quer a vida com abundância prometida, encontrar Deus e relacionamento com um "trio parada dura"? Leia "A cabana". Mais do que qualquer outro, não só recomendo como te daria de presente se pudesse! Desfrute...

Se o mundo conhecer a Ti...

Sempre...

Aline.

sábado, 26 de setembro de 2009

Coisa de mano

Ah ti munitim!!

Drigo fez isso e colocou lá no orkut dele, dizendo que essas coisas o fazia lembrar de mim! Ah, amei né?! Só quem me conhece sabe... O engraçado é que é verdade! Amo...


Paz e Bem!
Vem que tem...

Line.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Mais uma de amor.

Gosto dos dias em que faço poesias. As simples. Lembro de uma época em que duas por dia eram pouco. O tempo me consome e por isso, tenho me dedicado pouco à elas. Quando inspirada, basta qualquer objeto ou imagem pra que existam. Lendo uma revista no meu trabalho chamada Hipe (acho que é assim que se escreve), vi a fotografia de um personagem do qual nunca tinha escutado falar. Foi suficiente pra mim o lirismo que a foto me transmitiu e a vontade que estou de ler um certo livro. Tem dias que a gente amanhece assim: dando amor pra Deus e o mundo.

-Desculpa se te chamo de amor

Eu queria meu bem
Mas já são quase seis e o sol já se foi
Me mexer no seu ritmo
Balançar dentre dedilhos
Num som que só você faz.
Eu queria meu bem, mas a noite já vem vindo
Ser a prosa dos seus versos
O barulho do seu violão
A música que te move em canção.
Te cantar numa seresta.
Te encantar numa seresta.
Dom-dom-dim, dim-dim-dom.
Queria tanto meu bem
Mas tem dia que é escuro
E não consigo te ouvir.
Vê minha saia rodada de vento?
Vê meu pé sambando o que vem de dentro?
Dó-ré-mi
Desculpa de te chamo assim.
É que te falo amor, amor, amor...
Sol-la-si.
Então canta pra mim.

Aline-Chegada da primavera em 2009.
Paz e bem.

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

I'm so...

Então...

Eu? Vou bem! Obrigada! Eu sou caseira, sabe? Ultimamente tenho estado bastante em casa mesmo, passando mais tempo com meus livros (tenho investido neles), cultivando minha espiritualidade... buscando entender Deus, como sempre! Também dando espaço à minha feminilidade... me descobrindo, me lendo! É isso... a vida vai tomando seu rumo e a gente cresce! O negócio é ter fé nela... pra se encontrar um dia e ter a certeza que nada foi em vão!

I'm so...

"Por tanto amor
Por tanta emoção
A vida me fez assim
Doce ou atroz
Manso ou feroz
Eu caçador de mim
Preso a canções
Entregue a paixões
Que nunca tiveram fim
Vou me encontrar
Longe do meu lugar
Eu, caçador de mim
Nada a temer senão o correr da luta
Nada a fazer senão esquecer o medo
Abrir o peito a força, numa procura
Fugir às armadilhas da mata escura
Longe se vai
Sonhando demais
Mas onde se chega assim
Vou descobrir
O que me faz sentir
Eu, caçador de mim"

-Milton Nascimento-


Paz e bem...
Vem que tem!
Aline:)

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Senta que lá vem a história

Por Aline Moreira

Quem descobriu o Brasil é o tipo de coisa que ninguém esquece. Na pressa, talvez alguém já tenha dito Pedro Álvares Colombo, mas logo trocou por Cabral. Li um livro chamado 1808 do jornalista e escritor Laurentino Gomes. Foi uma leitura lenta de 414 páginas, divertida e repleta de informações que deveriam fazer parte do conhecimento de todos os brasileiros. Nos mínimos detalhes, Laurentino traduz em palavras a saga de “uma rainha louca, um príncipe medroso e uma corte corrupta” que enganaram Napoleão e mudaram a história de Portugal e do Brasil. O livro me ajudou a entender coisas que, até então, não sabia o motivo nem de onde vinham suas raízes. Olhar agora para o Rio de Janeiro esclarece a razão de um sistema falido, decadente e uma sociedade corrupta, onde viver em busca dos próprios prazeres é mais importante do que se sujeitar ao exercício de uma cidadania honesta e tão sonhada desde que o Brasil se entende por nação, não deixando de reconhecer, é claro, inúmeros benefícios que também plantaram por aqui. Do ano de 1808 até 1822, onde às margens do rio Ipiranga, em São Paulo, D. Pedro proclamou a independência do Brasil, a família real viveu em nosso país e trouxe grandes mudanças, deixando ao mesmo tempo marcas muito profundas e negativas que até hoje não conseguimos nos livrar. Dentre toda exaltação e fracassos, extraí dessa história fatos surpreendentes que nos mostram como a presença dessa família influenciou no comportamento e estilo de vida dos brasileiros, principalmente os da cidade do Rio de Janeiro, lugar onde eles passaram a maior parte do tempo.

Quem imagina que D. João VI não gostava de tomar banho? A idéia que fazemos de realeza é impecável, por isso a surpresa. Repetia a mesma roupa todos os dias mesmo que estivesse suja e rasgada, tinha medo de trovões e era extrememente sedentário. Carregava pedaços de frango nos bolsos para comer nos intervalos de suas refeições. Os seus escravos tinham que esperá-lo dormir para costurar os rasgados das suas vestes em seu próprio corpo. Já Carlota Joaquina, sua esposa com quem teve nove filhos, detestava o Brasil. Sob ameaças, exigia que as pessoas lhe prestassem homenagem quando saía pelas ruas do Rio. Durante a vinda de Portugal, ela e outras mulheres, incluindo suas filhas foram infestadas por piolhos que tomaram conta da embarcação. Tiveram que lançar suas perucas ao mar e raspar as cabeças. Ao chegar ao Rio, as “cariocas” da época acharam que era moda européia andar careca e logo cuidaram de raspar suas cabeças também. Mas o Brasil de D. João VI não se resume somente à graçolas. Laurentino mostra que a fuga da família real para o Rio de Janeiro ocorreu num dos momentos mais apaixonantes e revolucionários do Brasil, de Portugal e do mundo. Guerras Napoleônicas, revoluções republicanas e grande escravidão marcaram o início de uma nova era. O Brasil passa agora a estar de portas abertas para o mundo. Desde então, passamos a ser marcados e influenciados por tudo e todos que vinham de outros países. Éramos uma nação!

É interessante pensar nessa (re)evolução até os dias de hoje. Estamos a um passo de entrar na 1ª década do 2º milênio e somos diariamente sufocados pelas mudanças que acontecem a cada instante. Quem não estiver conectado, fica para trás. As horas parecem estar passando mais depressa e as crianças estão mais espertas. Tudo mudou! Uma das coisas que ainda permanecem é a questão da moda e como ela é capaz de “moldar” as pessoas. Lembra da cabeça raspada? É por aí. Eu, por exemplo, posso dizer que segui algumas tendências das quais hoje me lembro e só faço rir. Quando criança gostava do desenho “Cavaleiros do Zodíaco”. Lembro de usar uma blusa com estampas do desenho, saia jeans, colete jeans e tênis que, quando pisado, acendia uma luzinha vermelha.Quem não teve um desses? Era o máximo! Quem não se lembra da mochila de bichinhos de pelúcia? Eu tinha uma que era um cachorro, dentre muitas outras modas. A década de 90 começou com o colapso da União Soviética e o fim da Guerra Fria, sendo esses adventos seguidos pela globalização e capitalismo global. Vários países acenavam para a democracia, surgia uma nova moeda e um novo modelo econômico se instalava. O desemprego, as taxas de pobreza e as denúncias de corrupção eram (e, infelizmente, ainda são) constantes. Fatos marcantes para a década foram a Guerra do Golfo e a popularização do computador pessoal e da Internet. Tudo começa a ficar mais fácil, acessível e livre. As mudanças foram radicais e rápidas e niguém quer mais esperar. Quando se consegue dinheiro para comprar um MP4, acabaram de lançar o MP16- Tele/Ultra/Megatransport. Calma! Esse ainda não foi lançado. Mas não deve estar muito longe. Estamos evoluindo! O Brasil hoje faz parte do BRIC (um acrônimo criado em novembro de 2001, pelo economista Jim O'Neill, chefe de pesquisa em economia global do grupo financeiro Goldman Sachs, para designar, no relatório "Building Better Global Economic Brics", os quatro principais países emergentes do mundo: Brasil, Rússia, Índia e China). Estima-se que em 2050 o Brasil ficaria em 4º lugar no ranking das maiores economias do mundo e seria o suficiente para alimentar 40% da população mundial. São apenas estatísticas.
Agora você consegue imaginar o que estaremos usando em 2050? Como será o mundo e a moda daqui a 40 anos? Estimule a sua imaginação! As minhas não caberiam aqui!

Paz e Bem.
Aline Moreira.
(Texto - Jornal RJ.)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

domingo, 30 de agosto de 2009

Tele(sem)visão

Ei... assim dizem os capixabas. Carioca fala oi, beleza, e aí, já é, pois é, então...

Comigo acontecem umas coisas...

Alê me emprestou uma televisão até que a minha chegue lá do Rio. Ela é uma Tv tranquila, até que um dia ela decidiu parar do nada. Tudo bem. Era fim de semana e eu nem estava em casa para assistir. Mas daí a segunda chegou. Já era noite quando eu tentei ligar outra vez e só se ouvia as vozes. Nada de imagens. Alguns segundos e pronto! Ela voltou ao normal. Vinha muito bem nas últimas semanas quando outra vez: Pluctplactzumzumzum&%$#@*. Ela parou! Era sábado e eu estava de saída. Nem liguei. Pensei: Ah... segunda ela volta. Passei o domingo tomando um sol e saí o resto do dia. Pra que televisão?

Pois é! Chegou segunda, fui trabalhar e ela nada. Cheguei tarde em casa, sem sono e quando fui tentar ligá-la, nada outra vez. Deixei a luz vermelha piscando pra lá. Uma hora ela voltaria. Fiz o que tinha que fazer, preparei algo pra comer e de repente... vozes. Yes! Teria Tv pra assistir. Mas eram só vozes. Gente, que agonia! Eu sentada na cama ouvindo altos papos em Caminhos das Índias. Tenha dó... Me senti como se estivesse ouvindo aquelas novelas de rádio, sabem? Alguém poderia me dizer a cor do Saree que Maya estava usando? Fiquei curiosa...

FAMÍLIA CARIOCA... dá pra mandar a Tv pelo Drigo esse fim de semana? Amo vocês!

Paz e bem.
Aline.

Kangoo... nosso cahorrinho carioca.

Saudadão fofo... love you!!
Paz e Bem...
Line.

De que lado você está?

“Que diferença faz o que você tem? O que você não tem é muito mais.” Essa é uma frase de Sêneca, um filósofo romano, nascido em Córdoba pouco antes de Cristo. Casualmente folheava uma revista de “nacionalistas inconformados” e encontrei esse pensamento entre um meio fútil, consumista e capitalista ao extremo. Achei ideal para o ambiente em que ele se encontrava. Não há uma só página que não seduza nossos olhos com tanto luxo, riqueza, prazer e vaidade. Uma sociedade enxuta pelo falso poder que adquirem com o cifrão que rege suas vidas. Pessoas que são avaliadas pelo que elas possuem de maneira palpável e que de alguma forma vai fazer com que elas se sintam melhores em todos os sentidos. A Era em que vivemos movimenta uma disputa difícil e acirrada entre os homens: TER x SER. Há tempos foi dada a largada. De que lado você está?

Comecei a perceber como nós priorizamos coisas dispensáveis. Absolutamente. Acho que na verdade é que até as julgamos importante, mas como o homem não sabe julgar, se perde em seus anseios e possibilidades. Se um dia entendermos que podemos viver com o suficiente, a desigualdade entre as pessoas não será mais vista como um discurso político. Já não se fala mais em desigualdade como antes. Tornou-se algo igual. Infelizmente. Ninguém gosta do suficiente. Nunca é o bastante. Nós estamos passando por uma severa globalização pós-industrial. O fato do homem está constantemente adequando-se a essas mudanças, que exigem novas abordagens, novos conceitos, nos pede que acreditemos numa transformação de mente, um reposicionamento no tempo em que vivemos. Mudança de valores implica em muito mais do que uma simples conversa ou uma palestra motivadora. É questão de tempo dedicado à pessoas e investir em pessoas, de maneira intencional e relevante, é hoje um grande desafio. Pensar em consumismo nos transporta a uma dimensão muito real, onde o que você possui representa aquilo que você é. Isso não é bom, mas é um fato.

Consumismo é o ato de consumir produtos ou serviços, na maioria das vezes, sem consciência. A diferença entre o consumo e o consumismo é que no consumo as pessoas adquirem somente aquilo que lhes é necessário para sobrevivência. Já no consumismo a pessoa gasta tudo aquilo que tem em produtos supérfluos, que muitas vezes não é o melhor nem o que ela precisa, porém é o que ela tem curiosidade de experimentar. A explicação da compulsão pelo consumo talvez possa se amparar em bases históricas. O mundo nunca mais foi o mesmo após a Revolução Industrial. A industrialização agilizou o processo de fabricação, o que não era possível durante o período artesanal. A indústria trouxe o desenvolvimento, num modelo de economia liberal, que hoje leva ao consumismo alienado de produtos industrializados. Além disso, trouxe também várias conseqüências negativas por não se ter preocupado com o meio ambiente. Eis aí minha disposição em promover sustentabilidade. A Revolução Industrial do século XVIII transformou de forma sistemática a capacidade humana de modificar a natureza, o aumento vertiginoso da produção e por conseqüência da produtividade, barateou os produtos e os processos de produção, com isso milhares de pessoas puderam comprar produtos antes restritos às classes mais ricas, e olha que nem incluí a máfia da “pirataria”.

A sociedade capitalista da atualidade é marcada por uma necessidade intensa de consumo. O que gera em mim uma falta de expectativa de que o ser humano entenda o seu verdadeiro valor, é exatamente a influência que tudo isso tem tido sobre a vida dos jovens, principalmente. E isso independe da classe social em que ele vive. Hoje, vale muito mais a roupa que ele veste, o tênis que ele usa e os lugares que ele freqüenta do que os ideais que o sustenta. O valor do homem deve se firmar naquilo que ele é, não nas coisas que ele tem. Sinto que a cada dia que passa, o sistema capitalista tem conseguido promover mais o lado negativo do que qualquer positivismo que ele possa apresentar. Vale a pena refletir sobre em que estamos construindo nossas vidas e quais os legados que vamos deixar para as gerações futuras. Mesmo com toda pressão que o mundo tem exercido sobre nós, somos capazes de equilibrar e pensar num “todo”, de maneira consciente e justa. Se agirmos com indiferença, seremos apenas um acréscimo no imenso coral da humanidade. Sei que o mundo não vai mudar da noite para o dia, mas querer ser parte dessa transformação, é um começo. Albert Einstein disse uma frase que levo comigo por onde vou: “Uma mente que se abre a uma nova idéia, jamais retorna ao seu tamanho original.” Abra a sua mente e faça a escolha certa. Você é responsável pelo mundo em que vive. Afinal, onde está firmado o seu valor? Nas coisas que você tem ou naquilo que você é? Pense nisso!


Paz e Bem...
Aline Moreira.

Converse com Aline: aline.rodriguez@hotmail.com

O ideal que nos sustenta

(Como tem gente que não tem acesso ao jornal, a partir de hoje passo a divulgar no blog os textos que escrevo para "O Redator", no Rio de Janeiro.)

- Assim que Barack Obama tomou posse da presidência dos Estados Unidos, saiu uma reportagem num jornal apresentando o homem que estava por trás do seu discurso. O rapaz tem 27 anos e fez com que cada palavra dita pelo presidente ecoasse pelos continentes cheias de esperança. Naquele dia esse sentimento foi contagiante. Quando li sobre aquele jovem me senti motivada, afinal pensar em escrever o discurso do meu presidente é algo inspirador. Como se fosse um pôster, colei a reportagem na porta do meu guarda-roupa.

É a primeira vez que escrevo para um jornal. Escrever para mim é uma questão de expressão, sina e necessidade. Gosto do que faço e faço porque amo. Quando surgiu essa oportunidade, ela veio acompanhada da liberdade de expressão. Todo comunicador que se preze, tem isso como um grande alvo em sua carreira. Geralmente é determinado um assunto para o escritor e na maioria das vezes está relacionado a algum acontecimento de ordem nacional ou que esteja fluindo pelo mundo afora. Escrevemos para um perfil que gosta do que é notícia, do que movimenta a sociedade e gera curiosidade. Assuntos que atraem a multidão. Por isso, acredito que hoje o comunicador está um pouco adestrado por esse sistema e quando ele ganha liberdade para escrever para esse público, surge uma interrogação. Não é coisa que acontece com todos, mas estou falando de algo que faz a humanidade caminhar. Enfim, eu ganhei essa liberdade e isso é muito bom. Diante disso comecei a pensar no contexto social em que vivo. No estilo de vida que os jovens da minha região levam, das coisas que eles gostam, da realidade que enfrentam nos seus dias de sol e chuva com ônibus cheios e um “pancadão” domingo à noite numa casa de festas. No nível de vaidade que consome suas vidas, suas expecativas e perspectivas. Se elas existem ou não. Na desigualdade, na maneira como eles tem buscado se inserir num mundo pós-moderno, onde a tecnologia moderna já não é mais novidade. Pensei nas mentes cheias e nas mentes vazias, onde ser “orkuteiro” de plantão é moda. Porém, não! Eu não tenho orkut. Por decisão, antes que se tornasse uma necessidade como já é para a maioria.

Uma diversidade de possibilidades. Poderia escrever sobre todas essas coisas aqui e mesmo assim talvez não fosse o ideal. Afinal, o que é ideal para os jovens de hoje?
Tenho buscado ler um pouco sobre *Sustentabilidade. É um assunto de extrema importância e muito interessante, mas que infelizmente não interessa o bastante a ponto de influenciar no comportamento das pessoas e na mudança de mentalidade. Somente os seres elevados conscientemente são capazes de compreender a necessidade de ser sustentável. Isso me fez refletir em até que ponto as pessoas da nossa cidade são conscientes e disciplinadas o suficiente para fazerem a diferença diante das necessidades do nosso planeta.

Estou percebendo como mínimas atitudes podem trazer benefícios para o futuro. Mas falar sobre futuro com jovens que tatuam “Carpe Diem” em seus corpos pode ser um desafio. A verdade é que nós nos importamos o mínimo com tudo isso. A campanha que fizeram a pouco tempo chamada “A hora do planeta”, foi uma iniciativa muito nobre. Imagino que ações como essa, poderiam fazer parte da nossa rotina. Como disse uma dia Mahatma Gandhi, precisamos ser a mudança que queremos ver no mundo. Todos os desastres naturais que temos visto acontecer tão de perto, são resultados da nossa ignorância e negligência com algo que, por incrível que pareça, precisamos para nossa sobrevivência. Por essa e outras, vale a pena investir nosso tempo em boas ações na luta pela preservação dos patrimônios naturais que a vida dá para a gente. Daí você pergunta: E o que eu tenho a ver com isso? Tudo! A terra é quem te sustenta. Numa de suas campanhas publicitárias, a Ong Greenpeace nos trouxe a seguinte reflexão: “Quando a última árvore tiver caído, quando o último rio tiver secado e quando o último peixe for pescado, vocês vão entender que dinheiro não se come...”

Boas idéias movem o mundo. Faça o seu movimento. Pense nisso!

Paz e Bem...
Aline Moreira.

*Sustentabilidade é um conceito sistêmico relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana. Propõe-se a ser um meio de configurar a civilização e atividade humanas, de tal forma que a sociedade, seus membros e suas economias possam preencher as suas necessidades e expressar o seu maior potencial no presente, e ao mesmo tempo preservar a biodiversidade e os ecossistemas naturais, planejando e agindo de forma a atingir pró-eficiência na manutenção indefinida desses ideias.

Converse com Aline: aline.rodriguez@hotmail.com